A moradora de Águas de São Pedro, Ângela Cristina Justo da Silva, registrou boletim de ocorrência após relatar atendimento prestado ao filho, Matheus Justo Sammarco Gomes da Silva, no Hospital São Lucas, em São Pedro.
De acordo com o relato, Matheus, que é autista, passou por cirurgia para retirada de um cisto pilonidal no dia 22 de janeiro. No dia 30, já em casa, apresentou hemorragia e foi encaminhado novamente à unidade de saúde por ambulância.
Saiba mais:
Segundo a mãe, o jovem foi colocado em um leito, mas o atendimento médico não ocorreu de imediato. Ela afirma que havia sangramento visível, que atingiu lençóis e roupas de cama. Ainda conforme o relato, uma enfermeira realizou a colocação de compressas até a chegada do médico responsável.
Ângela Cristina informou que, após avaliação, o profissional iniciou o procedimento de sutura no mesmo local da cirurgia, com aplicação de anestesia. A mãe declarou que o filho demonstrava dor durante o procedimento e que solicitou ao médico, identificado pelo prenome Maurício, que aguardasse o efeito da medicação antes de continuar a sutura.
Inconformada com a situação, a moradora formalizou boletim de ocorrência e comunicou o caso ao ex-vereador Nelinho Noronha, com o objetivo de dar publicidade ao episódio e buscar providências. Ela afirma que registrou imagens do atendimento e do estado do filho no momento da ocorrência.
O que diz o hospital
A reportagem procurou o Hospital São Lucas de São pedro, que em nota, disse: "O Hospital São Lucas de São Pedro informa que tem conhecimento do relato mencionado e esclarece que todas as manifestações relacionadas à assistência prestada na instituição são tratadas com absoluta seriedade, responsabilidade técnica e respeito aos pacientes.
Em relação aos protocolos adotados, o Hospital segue rigorosamente as diretrizes assistenciais vigentes, com classificação de risco na admissão de pacientes, especialmente em situações que envolvam queixas compatíveis com urgência ou emergência, como sangramento pós-operatório. O atendimento é realizado conforme critérios clínicos, priorizando casos de maior gravidade, de acordo com protocolos internos e normativas sanitárias aplicáveis.
Nos casos de retorno pós-cirúrgico, a avaliação médica é realizada de forma imediata após a classificação de risco, podendo incluir exame físico, exames complementares e intervenções necessárias, como procedimentos de revisão ou sutura, quando indicados pela equipe assistencial.
O fluxo de atendimento em pronto atendimento segue sistema estruturado de acolhimento e estratificação de risco, garantindo que pacientes em situação emergencial recebam prioridade absoluta.
Quanto ao episódio mencionado, informamos que foi instaurada apuração interna para análise técnica detalhada do caso, com revisão de prontuário, avaliação dos registros assistenciais e oitiva dos profissionais envolvidos, a fim de verificar se todos os protocolos institucionais foram devidamente observados.
O Hospital São Lucas reafirma seu compromisso com a qualidade da assistência, a segurança do paciente e a transparência, permanecendo à disposição para quaisquer esclarecimentos adicionais.