CENA CAÓTICA

VÍDEO: Caixões de funerária são arrastados por enxurrada; VEJA

Por Bia Xavier - Jornal de Piracicaba |
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução/Redes Sociais
Enxurrada arrasta caixões após temporal intenso e cena impressiona moradores.
Enxurrada arrasta caixões após temporal intenso e cena impressiona moradores.

A forte chuva que atingiu Ubá, na Zona da Mata mineira, na noite de segunda-feira (23), transformou ruas centrais em verdadeiros rios e provocou cenas impressionantes. Entre elas, o momento em que caixões foram levados pela correnteza após a água invadir uma funerária no Centro da cidade.

As imagens, registradas por uma moradora, mostram as urnas descendo pela Rua Júlia Alvin, completamente alagada. Pelo menos nove caixões aparecem sendo arrastados pela enxurrada durante o pico do temporal.

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Maior inundação dos últimos anos

Segundo a prefeitura, o volume de chuva chegou a aproximadamente 170 milímetros em cerca de 3h30, índice considerado extremamente elevado para um curto intervalo de tempo. O nível do Rio Ubá atingiu 7,82 metros, cenário que resultou na maior inundação registrada na cidade nos últimos anos.

O impacto foi devastador. Seis pessoas morreram em decorrência do temporal. Além das vítimas fatais, foram contabilizadas 18 ocorrências envolvendo resgates e salvamentos.

Estragos estruturais e desabamentos

A força da água comprometeu a infraestrutura urbana. Três pontes ficaram totalmente destruídas, enquanto três prédios e uma residência desabaram. Um dos imóveis que veio abaixo estava localizado na Avenida Cristiano Roças, também na região central.

Bairros inteiros enfrentaram alagamentos, afetando residências, comércios e serviços essenciais. Diante da gravidade da situação, a Defesa Civil acionou o Plano de Contingência e instalou uma Sala de Crise na sede da Guarda Civil Municipal, com ativação do Sistema de Comando de Operações para coordenar as ações emergenciais.

Funerária foi invadida pela água

A água atingiu o interior de uma funerária localizada na Avenida Comendador Jacinto Soares de Souza Lima. As urnas que estavam armazenadas no depósito e no mostruário foram levadas pela correnteza. No momento do temporal, não havia funcionários no imóvel.

Ainda não há estimativa oficial sobre o número total de caixões arrastados nem sobre o prejuízo financeiro causado pelos danos.

Decreto de calamidade pública

Na manhã de terça-feira (24), a administração municipal oficializou o decreto de calamidade pública. A medida permite acelerar processos emergenciais, facilitar a liberação de recursos e solicitar apoio dos governos estadual e federal para a recuperação da cidade.

A cidade segue em alerta, enquanto equipes trabalham na assistência às vítimas e na reconstrução das áreas atingidas.

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