A líder comunitária Daniela, de 50 anos, procurou o jornal para tornar público um problema que, segundo ela, se arrasta há anos e afeta diretamente o futuro do filho, um jovem de 19 anos com deficiência oculta. De acordo com o relato, a família enfrenta dificuldades para conseguir apoio do poder público municipal, especialmente no que diz respeito a transporte adaptado e acolhimento educacional no período da tarde.
Segundo Daniela, o filho concluiu o ensino médio regular após estudar durante anos em uma instituição especializada. No entanto, ela afirma que, mesmo nesse período, o jovem não recebeu acompanhamento adequado. Agora, já fora da idade escolar obrigatória, a família busca uma alternativa para que ele possa continuar se desenvolvendo, aprendendo e convivendo socialmente, mas não encontra vagas disponíveis na rede pública.
“Ele precisa de terapia, de fono, de acompanhamento, mas também precisa de um lugar onde possa ficar no período da tarde, aprender alguma coisa e se desenvolver”, relatou a mãe durante o atendimento ao jornal.
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Outro ponto central da denúncia é a falta de transporte. Daniela afirma que procurou a Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social de Piracicaba em busca de orientação e apoio, mas não obteve resposta efetiva. Segundo ela, foi informada de que o transporte escolar voltado a pessoas com deficiência não atende a região da Vila Sônia, onde a família reside.
A ausência desse serviço impacta diretamente a rotina do jovem, que, conforme a mãe, não consegue se locomover sozinho. “Ele já é um adolescente, um jovem, mas não tem autonomia para andar de ônibus. Sem o transporte, eu preciso acompanhar, esperar horas para conseguir voltar, e muitas vezes nem consigo”, explicou.
Daniela também relatou que o problema não é isolado. Segundo ela, outras mães da região enfrentam a mesma situação, principalmente aquelas que têm filhos com deficiência que já ultrapassaram a idade da educação infantil. “As mães sofrem, porque os filhos crescem, continuam precisando de apoio, mas o sistema parece não acompanhar essa realidade”, desabafou.
A mãe afirma ainda que o cenário pouco mudou ao longo dos anos. “Quando ele era criança, já era difícil. Hoje, depois de 19 anos, continua igual. Não oferecem transporte para a nossa região e não apresentam alternativas”, afirmou.
O jornal procurará a Prefeitura de Piracicaba para solicitar esclarecimentos sobre a oferta de transporte adaptado, vagas em instituições de acolhimento e programas voltados a jovens com deficiência, especialmente na região da Vila Sônia.