PERIGO!

Mulher fica em estado grave após usar caneta emagrecedora; VEJA

Por Will Baldine | Jornal de Piracicaba |
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
Segundo informações de familiares, o medicamento foi comprado sem prescrição médica e sem acompanhamento profissional
Segundo informações de familiares, o medicamento foi comprado sem prescrição médica e sem acompanhamento profissional

Uma mulher de 42 anos está internada em um hospital de Belo Horizonte desde dezembro após utilizar uma injeção para emagrecimento adquirida de forma irregular. A paciente foi identificada como Kellen Oliveira Bretas Antunes.

Segundo informações de familiares, o medicamento foi comprado sem prescrição médica e sem acompanhamento profissional. O produto teria origem no Paraguai. Após a aplicação, a mulher apresentou dores abdominais e, dias depois, passou a ter complicações neurológicas, evoluindo para um quadro de paralisia.

Saiba Mais:

A substância utilizada é conhecida como Lipoless. O produto não possui registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Ele é divulgado como similar à tirzepatida, princípio ativo presente em medicamentos indicados para tratamento de diabetes e também utilizados para perda de peso.

De acordo com a Anvisa, o Lipoless entra no país por meio de contrabando e é comercializado de maneira irregular, geralmente em canetas ou ampolas. O órgão destaca que esses produtos não passam por avaliação sanitária e não têm autorização para fabricação, venda, importação ou divulgação no Brasil.

Em novembro, a Anvisa determinou a suspensão da circulação de diversas canetas emagrecedoras anunciadas na internet sem registro no país. Entre os itens citados estão Lipoless, Lipoless Éticos, T.G. 5, Tirzazep Royal Pharmaceuticals e T.G. Indufar. A agência informou que a medida foi motivada pela oferta desses produtos em redes sociais e plataformas digitais, prática proibida para medicamentos.

Ainda segundo a Anvisa, mesmo em casos de importação para uso pessoal, a entrada desses produtos é impedida, inclusive quando há prescrição médica, devido à proibição específica.

Há suspeita de que a paciente tenha desenvolvido a Síndrome de Guillain-Barré, doença neurológica de origem autoimune. A condição ocorre quando o sistema imunológico ataca os nervos periféricos, podendo causar formigamento, dormência, fraqueza muscular e, em casos mais avançados, paralisia e comprometimento de funções como respiração e deglutição.

A Prefeitura de Belo Horizonte informou que recebeu duas denúncias relacionadas ao manejo de medicamentos em locais inadequados. A Vigilância Sanitária municipal realizou vistorias nos estabelecimentos citados. Em um deles, foi identificado fracionamento irregular de medicamentos, resultando na aplicação de multa. No outro local vistoriado, não foram encontradas irregularidades.

Em nota, a prefeitura informou que a Vigilância Sanitária fiscaliza locais que comercializam ou aplicam medicamentos, avaliando aspectos como procedência dos produtos, rotulagem, armazenamento e habilitação do estabelecimento. O município ressaltou que o manuseio de medicamentos é permitido apenas em farmácias de manipulação devidamente licenciadas, não sendo autorizado em clínicas ou outros serviços de saúde.

A administração municipal orienta que a população utilize apenas serviços regularizados e registre denúncias por meio dos canais oficiais, como o Portal de Serviços da prefeitura ou pelo telefone 156.

Comentários

Comentários