A partir de 2026, motoristas brasileiros enfrentarão uma mudança significativa nas regras de trânsito: o uso de celular ao volante passa a ser tratado com tolerância zero. A nova lei reforça a fiscalização e eleva o grau de reprovação da conduta, equiparando o manuseio do telefone durante a direção aos riscos associados à condução sob efeito de álcool.
A proposta surge em resposta ao crescimento dos acidentes ligados à desatenção. Levantamentos recentes de segurança viária apontam que o celular já figura entre os principais fatores de risco nas ruas e rodovias do país, superando inclusive excessos de velocidade em determinados cenários urbanos.
VEJA MAIS:
- Novo projeto pode obrigar vistoria em carros a partir de 5 anos
- VÍDEO: Briga a chutes em plena rua repercute em Piracicaba
- Clique aqui e receba, gratuitamente, as principais notícias da cidade, no seu WhatsApp, em tempo real.
Celular deixa de ser “distração” e passa a ser risco grave
A legislação não cria uma infração inédita, mas redefine o peso do comportamento. O Código de Trânsito Brasileiro já considera gravíssima a ação de segurar ou manusear o celular com o veículo em movimento, com multa em torno de R$ 293,47 e sete pontos na CNH. A partir de 2026, o texto legal reforça que a prática representa um nível de perigo semelhante ao da direção alcoolizada.
A mudança dá respaldo para interpretações mais rígidas, ampliando campanhas educativas e fortalecendo o trabalho dos agentes de fiscalização em todo o país.
Por que o celular é tão perigoso na direção
Estudos citados por especialistas em trânsito mostram que o uso do telefone ao dirigir compromete o motorista em três frentes ao mesmo tempo:
- Visão, ao desviar os olhos da via;
- Coordenação, ao tirar as mãos do volante;
- Atenção mental, ao dividir o raciocínio entre o trânsito e a tela.
Em situações como a leitura de mensagens, o tempo de reação pode aumentar a ponto de o veículo percorrer dezenas de metros sem controle efetivo, elevando drasticamente o risco de colisões e atropelamentos.
Sem exceções: parado também é infração
A nova lei deixa claro que não há brechas. Situações comuns do dia a dia — como congestionamentos, semáforos fechados ou filas — não autorizam o uso do celular. Mesmo parado momentaneamente na via, o condutor continua responsável pela condução e deve manter atenção total ao entorno.
Segundo os órgãos de trânsito, esse tipo de distração é responsável por arrancadas bruscas, atrasos na retomada do fluxo e falhas na percepção de pedestres, ciclistas e motociclistas.
Mudança cultural é parte central da estratégia
Além das punições, a legislação aposta em uma transformação de comportamento semelhante à promovida pelas campanhas contra a embriaguez ao volante. A mensagem é direta: produtividade ao volante não existe, e a atenção deve ser exclusiva para a direção.
Especialistas recomendam medidas simples para evitar autuações e, principalmente, acidentes, como programar rotas antes de sair, ativar modos silenciosos e só atender ligações com o veículo estacionado em local seguro. Mesmo tecnologias como viva-voz e espelhamento no painel devem ser usadas com cautela.
Segurança acima da tela
Com a nova lei de trânsito 2026, o recado é inequívoco: usar o celular enquanto dirige deixa de ser um hábito tolerado e passa a ser visto como uma ameaça direta à vida. A escolha agora é clara para o motorista — ou atenção total ao trânsito, ou o risco de penalidades severas e consequências irreversíveis.