ACIDENTE

Queda em casa deixa bebê com carregador cravado no crânio; VEJA

Por Bia Xavier - Jornal de Piracicaba |
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução

Uma queda dentro de casa terminou em um grave acidente doméstico envolvendo uma criança de apenas 1 ano e 4 meses, em Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas Gerais. Durante o episódio, um carregador de celular perfurou a região frontal do crânio do bebê e alcançou o cérebro, exigindo atendimento médico imediato e cirurgia de urgência. Apesar da gravidade, a evolução clínica é considerada satisfatória.

Segundo informações repassadas pela equipe médica, o acidente ocorreu na manhã de terça-feira (13). A mãe ouviu o choro vindo do quarto e encontrou a criança caída ao lado da cama, com sangramento na testa. Um dos pinos do carregador de celular estava preso à cabeça do bebê, indicando a perfuração.

A criança foi levada inicialmente à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Divinópolis. Diante da complexidade do quadro, o Samu realizou a transferência para o Hospital São João de Deus, onde o atendimento especializado foi iniciado.

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Exames confirmaram lesão cerebral

Tomografias revelaram que o objeto atravessou o osso do crânio, que nessa faixa etária ainda é bastante fino, e atingiu a região frontal do cérebro. O neurocirurgião responsável pelo caso explicou que a lesão alcançou o lobo frontal, área sensível e fundamental para funções neurológicas.

Mesmo com a perfuração, a criança chegou consciente ao hospital e foi encaminhada diretamente ao centro cirúrgico para a retirada do corpo estranho e contenção do sangramento.

Cirurgia e recuperação

O procedimento foi realizado sem complicações e durou pouco tempo. Após a cirurgia, o bebê foi encaminhado ao CTI pediátrico, onde permaneceu em observação por cerca de 36 horas. Novos exames descartaram sangramentos internos, permitindo a transferência para a enfermaria.

Como medida preventiva, a equipe médica adotou protocolo com antibióticos intravenosos por cinco dias, reduzindo o risco de infecção. Após esse período, a criança recebeu alta hospitalar.

Alerta para riscos dentro de casa

De acordo com os médicos, o maior perigo em situações desse tipo é a contaminação, já que objetos domésticos não são estéreis e o contato com o cérebro pode causar infecções graves, como meningite ou encefalite. O caso reforça a importância de redobrar a atenção com objetos pequenos ou pontiagudos próximos a crianças, especialmente em ambientes como quartos e camas.

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