Trabalhar no exterior segue como objetivo de muitos brasileiros que buscam melhores oportunidades profissionais, estabilidade financeira ou qualidade de vida. Dados do Ministério das Relações Exteriores indicam que quase 5 milhões de brasileiros vivem atualmente fora do País, número impulsionado principalmente por fatores ligados ao mercado de trabalho.
Para especialistas em carreira internacional, o cenário de 2026 exige ainda mais planejamento. A escolha do país deve levar em conta não apenas o desejo pessoal, mas sobretudo a demanda profissional, o contexto econômico e as regras migratórias em vigor.
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Planejamento é o ponto de partida
Antes de qualquer mudança, especialistas recomendam uma pesquisa aprofundada do mercado de trabalho no país de destino. Entender quais áreas estão em expansão, quais competências são exigidas e como funciona a contratação de estrangeiros faz toda a diferença.
Outro ponto destacado é a adaptação do currículo. Fora do Brasil, o foco costuma estar menos em certificados e mais em experiência prática, resultados alcançados e histórico profissional. Também há alertas quanto ao uso excessivo de inteligência artificial em candidaturas, já que processos seletivos internacionais tendem a valorizar autenticidade.
Os países mais favoráveis para trabalhar em 2026
Embora não exista um destino ideal para todos os perfis, alguns países reúnem condições mais positivas para quem pretende trabalhar fora no próximo ano:
Alemanha
A Alemanha se mantém como um dos principais destinos para profissionais qualificados. Especialistas destacam a economia estruturada, boa infraestrutura, segurança e políticas de imigração mais abertas, incluindo programas que permitem ao estrangeiro residir temporariamente no país enquanto procura emprego.
- Áreas com maior demanda: engenharias, tecnologia e saúde
- Desafio: exigência do idioma alemão em parte das vagas
Canadá
O Canadá, que concentra mais de 130 mil brasileiros, continua sendo visto como um país receptivo, especialmente para profissionais das áreas técnicas. Modelos de visto que contemplam famílias e casais seguem como um diferencial, embora anúncios recentes indiquem tendência de maior rigidez migratória nos próximos anos.
- Áreas com maior demanda: tecnologia e engenharias
- Desafio: distância geográfica e custo de adaptação
Irlanda
Com uma comunidade brasileira em crescimento, a Irlanda mantém atratividade por conta de seus diferentes tipos de vistos de trabalho e da localização estratégica na Europa. Por outro lado, especialistas apontam a crise habitacional como um dos principais obstáculos.
- Áreas com maior demanda: tecnologia, finanças e arquitetura
- Desafio: moradia cara e disputada
Espanha
A Espanha surge como uma alternativa em ascensão, impulsionada por mudanças recentes nas regras de regularização de imigrantes. Especialistas ressaltam que a oferta de trabalho varia bastante conforme a região, o que torna essencial analisar cada província separadamente.
- Áreas com maior demanda: saúde, construção civil, serviços e tecnologia
- Desafio: custo de vida em grandes centros urbanos
Destinos alternativos entram no mapa
Além dos países mais tradicionais, Austrália, Nova Zelândia e Malta aparecem como apostas para 2026, especialmente para quem domina o inglês e possui qualificação compatível com as necessidades locais. A Austrália se destaca pelo clima semelhante ao do Brasil, enquanto a Nova Zelândia apresenta oportunidades no setor agrícola.
Para profissionais em cargos mais elevados, China e Japão também figuram entre as possibilidades, principalmente por meio de transferências internas dentro de empresas multinacionais.
Países que perderam atratividade
Especialistas também apontam destinos que, embora ainda relevantes, se tornaram mais difíceis para estrangeiros:
Estados Unidos
Os Estados Unidos continuam atraentes para áreas como tecnologia e saúde, mas restrições migratórias mais rígidas reduziram sua viabilidade como primeira opção para muitos profissionais.
Reino Unido e Portugal
Após o Brexit, o Reino Unido endureceu regras de entrada e vistos de trabalho. Já Portugal, que recebeu um grande fluxo de brasileiros nos últimos anos, enfrenta dificuldades de inserção profissional e relatos crescentes de xenofobia, o que diminuiu seu apelo.
Demanda da área é decisiva
Independentemente do país escolhido, especialistas reforçam que o sucesso no exterior depende muito mais da demanda da profissão do que apenas da experiência acumulada. A orientação é clara: pesquisar o mercado, escolher o destino com base em dados concretos e adaptar o currículo às exigências locais antes de iniciar as candidaturas.