A Oxford University Press incluiu o termo “brain rot” como expressão do ano de 2024. A expressão é usada pela geração mais jovem para se referir à perda de clareza mental relacionada ao hábito de deslizar conteúdos por longos períodos em aplicativos de vídeos curtos.
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Pesquisadores afirmam que o uso prolongado desse tipo de plataforma pode alterar processos cerebrais ligados à atenção, memória e tomada de decisão.
Um estudo divulgado na revista NeuroImage avaliou impactos neurológicos e comportamentais do consumo compulsivo de vídeos de curta duração. A pesquisa utilizou exames de imagem, análises de comportamento e modelos de decisão para observar o efeito nos participantes.
Os autores identificaram dois resultados principais.
O primeiro foi a redução da percepção de consequências em escolhas diárias. Entre os participantes com maior grau de dependência, houve menor ativação do pré-cúneo, região do cérebro relacionada à avaliação de riscos. Essa alteração se associou a ações impulsivas e menor aversão à perda.
O segundo efeito registrado foi a queda na velocidade de processamento de informações. Usando o Modelo de Difusão de Deriva, o estudo indicou que indivíduos expostos com frequência a vídeos curtos demoraram mais para consolidar informações. Isso foi relacionado a dificuldades de foco e sensação de lentidão cognitiva em atividades cotidianas.
Os pesquisadores afirmam que a investigação continuará em novas etapas, com ampliação da amostra e acompanhamento longitudinal.