SEGURANÇA

8 a cada 10 moradores de favelas do Rio aprovam megaoperação

Por Da redação |
| Tempo de leitura: 2 min
Foto: REUTERS/Ricardo Moraes
Corpos alinhados em via pública do Rio após a operação policial mais mortal da história da capital.
Corpos alinhados em via pública do Rio após a operação policial mais mortal da história da capital.

Uma pesquisa divulgada na última sexta-feira (31) pela AtlasIntel aponta que 87,6% dos moradores de favelas do Rio de Janeiro aprovam a megaoperação policial realizada nos complexos da Penha e do Alemão, na última terça-feira (28), considerada a mais letal da história do país, com 121 mortos. Apenas 12,1% desaprovam a ação e 0,3% não emitiram opinião.

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Segundo o levantamento, o alto índice de apoio dentro das comunidades contrasta com a percepção de outros grupos sociais. Entre os moradores de outras áreas da cidade, 55% aprovam a operação e 40,5% são contra, o que indica uma diferença clara na forma como a operação é vista por quem vive dentro e fora das favelas cariocas.

Em âmbito nacional, os resultados mostram tendência semelhante: 80,9% dos moradores de favelas em todo o país consideram essas ações necessárias, enquanto 19,1% desaprovam. Já entre brasileiros que não vivem em comunidades, a aprovação cai para 51,8%, e a desaprovação sobe para 45,4%, com 2,8% optando por não responder.

A operação, batizada de “Contenção”, foi uma ação conjunta entre as Polícias Civil e Militar do Rio de Janeiro, reunindo cerca de 2.500 agentes. O objetivo era frear a expansão do Comando Vermelho (CV) e cumprir cerca de 100 mandados de prisão, sendo 30 contra criminosos de outros estados. A ação também resultou em 113 prisões, incluindo a de Thiago do Nascimento Mendes (“Belão”), apontado como braço direito do líder da facção, “Doca”. Foram apreendidas 118 armas, entre elas 91 fuzis de alto calibre.

Durante o dia da operação, a cidade enfrentou intensos tiroteios e paralisações, com o fechamento de escolas, alterações no transporte público e clima de tensão em diversas regiões. Após a repercussão e o número recorde de mortes, os governos federal e estadual anunciaram a criação de um escritório conjunto para reforçar o enfrentamento ao crime organizado em todo o estado.

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