O juiz federal Eduardo Appio, ex-integrante da força-tarefa da Operação Lava Jato e conhecido por suas críticas contundentes ao ex-juiz Sergio Moro, foi afastado do cargo após ser apontado pela Polícia Civil de Santa Catarina como o responsável por um suposto furto de duas garrafas de champanhe Moët Chandon, avaliadas em cerca de R$ 540 cada. O caso teria ocorrido em um supermercado da rede Giassi, localizado em Blumenau, no Vale do Itajaí.
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De acordo com a apuração inicial, as câmeras de segurança do estabelecimento registraram o momento do ocorrido. O episódio levou a Polícia Civil a comunicar imediatamente o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), que, diante da prerrogativa de foro do investigado, instaurou um procedimento administrativo sigiloso. O tribunal confirmou o afastamento preventivo do magistrado enquanto as investigações seguem em curso.
O delegado Ulisses Gabriel, responsável pelo caso, declarou nas redes sociais que a corporação “não recuará um milímetro” na apuração. Em sua postagem, ele destacou que a equipe agiu com cautela ao identificar o magistrado e reforçou a importância de tratar todos os investigados de maneira igualitária, “seja quem for o envolvido”.
O TRF-4, com sede em Porto Alegre, informou por meio de nota oficial que o procedimento tramita sob sigilo e que “todas as medidas cabíveis estão sendo adotadas pela Corregedoria”. O tribunal evitou citar nomes, mas confirmou o recebimento do relatório da polícia catarinense. Já o supermercado Giassi não comentou o episódio, alegando que não se manifesta sobre ocorrências registradas em suas unidades. Eduardo Appio, até o momento, não se pronunciou publicamente.