CIÊNCIA

'Teste do bafômetro' pode detectar câncer, diz estudo

Por Da redação |
| Tempo de leitura: 2 min
Imagem gerada por IA

Pesquisadores do Imperial College London estão desenvolvendo uma tecnologia capaz de detectar o câncer de pâncreas através da respiração, oferecendo uma alternativa rápida e não invasiva aos métodos tradicionais. O estudo, chamado Vapor, é financiado pela Pancreatic Cancer UK e busca identificar marcadores químicos no ar expirado que indicam a presença de tumores em fase inicial — quando as chances de cura são significativamente maiores.

VEJA MAIS:


  • Clique aqui e receba, gratuitamente, as principais notícias da cidade, no seu WhatsApp, em tempo real. 

A proposta é semelhante ao uso de um bafômetro, mas aplicado à área médica. O paciente sopra em um dispositivo que coleta moléculas presentes na respiração, e o equipamento analisa os compostos orgânicos voláteis — substâncias liberadas pelo metabolismo — capazes de revelar alterações típicas do câncer pancreático ou diferenciá-las de outras doenças, como diabetes e pancreatite crônica.

O estudo clínico envolve mais de 700 voluntários, entre pacientes diagnosticados com câncer e pessoas com condições não oncológicas, o que deve auxiliar na precisão do exame e na validação do método em diferentes perfis. Os testes são realizados em centros de pesquisa no País de Gales e na Inglaterra, com o objetivo de criar uma ferramenta de triagem acessível que possa ser usada em consultas médicas de rotina.

Se os resultados forem positivos, a equipe pretende expandir o número de participantes e buscar autorização regulatória para a aplicação do teste em clínicas e hospitais públicos no Reino Unido. A expectativa dos cientistas é que o exame venha a se tornar uma opção segura, rápida e de baixo custo, viabilizando o diagnóstico precoce da doença — um dos principais desafios médicos atuais.

O câncer de pâncreas é conhecido por seu diagnóstico tardio e alta letalidade, já que os sintomas iniciais costumam ser sutis e facilmente confundidos com problemas digestivos comuns. Entre os sinais de alerta estão dores abdominais persistentes, perda de apetite e peso, icterícia, urina escura, fezes esbranquiçadas, coceira e fadiga. De acordo com especialistas, detectar o tumor logo no início aumenta consideravelmente as chances de sucesso dos tratamentos cirúrgicos ou com quimioterapia.

O avanço da pesquisa representa uma esperança significativa para pacientes e médicos, sobretudo em um cenário em que o câncer pancreático figura entre os mais letais do mundo. A possibilidade de um exame simples, indolor e sem necessidade de agulhas pode revolucionar a detecção da doença e oferecer uma nova perspectiva de sobrevida a milhares de pessoas.

Comentários

Comentários