O cinema brasileiro perdeu nesta sexta-feira (05) uma de suas vozes mais importantes. Silvio Tendler, renomado cineasta e documentarista, faleceu aos 75 anos no Rio de Janeiro, vítima de uma infecção generalizada. Ele estava internado no Hospital Copa D’Or, em Copacabana. A confirmação da morte veio da própria família.
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Uma carreira marcada pela história do Brasil
Tendler construiu uma trajetória sólida no cinema, com mais de 70 filmes produzidos. Seu trabalho se destacou por retratar episódios e personagens centrais da história política e social do país. Entre suas produções mais conhecidas estão Jango, Marighella: Retrato Falado do Guerrilheiro e Tancredo: A Travessia.
Além de políticos e acontecimentos históricos, o cineasta também homenageou artistas brasileiros como Castro Alves e Ferreira Gullar em suas obras.
Um dos grandes marcos da carreira de Tendler foi o documentário O Mundo Mágico dos Trapalhões (1981), sobre Renato Aragão, Dedé Santana, Zacarias e Mussum. O filme alcançou 1,8 milhão de espectadores, tornando-se o documentário brasileiro com maior público nos cinemas, segundo dados da Ancine.
Seu trabalho mais recente foi o documentário O Futuro é Nosso! (2023), produzido durante a pandemia. Diferente de suas obras anteriores, o projeto foi filmado e realizado via videoconferências, demonstrando a capacidade de Tendler de inovar mesmo em circunstâncias desafiadoras.
Contribuições fora das câmeras
Além da carreira cinematográfica, Silvio Tendler também atuou como Secretário de Cultura e Esporte do Distrito Federal entre 1995 e 1996, durante o governo de Cristovam Buarque. Fotógrafo e curador em projetos pontuais, ele deixou sua marca em diferentes áreas culturais.
Silvio Tendler deixa um legado profundo no cinema brasileiro, com histórias que misturam arte, política e cultura, além de recordes que resistem ao tempo.