LUTO NA MODA

Giorgio Armani morre aos 91 anos e deixa legado global

Por Bia Xavier - JP |
| Tempo de leitura: 2 min
Cedric Ribeiro/Getty Images
Giorgio Armani, referência em elegância e estilo, morre aos 91.
Giorgio Armani, referência em elegância e estilo, morre aos 91.

O mundo da moda perdeu nesta quinta-feira (04) Giorgio Armani, aos 91 anos. Conhecido por sua elegância minimalista e visão inovadora, o estilista italiano transformou sua marca, fundada em 1975, em um império global, que inclui desde roupas de luxo até hotéis e restaurantes. A informação foi confirmada em comunicado oficial da empresa.

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Segundo a marca, Armani faleceu pacificamente, cercado por familiares. "Sr. Armani, como sempre foi chamado com respeito e admiração pelos colaboradores, trabalhou incansavelmente até os últimos dias, dedicando-se às coleções e novos projetos", afirmou a nota.

Início da carreira e ascensão na moda

Giorgio Armani nasceu em 11 de julho de 1934, na província de Placência, no norte da Itália. Inicialmente, ingressou na faculdade de medicina e serviu ao exército italiano em 1957. Seu primeiro contato com o comércio foi como vendedor na loja La Rinascente, em Milão.

Na década de 1960, iniciou sua trajetória na moda como designer da marca Nino Cerutti, onde permaneceu quase 10 anos. Também passou pela grife Emanuel Ungaro, antes de lançar sua própria marca em 1975, ao lado do amigo Sergio Galeotti.

O estilo inovador de Armani

Com cortes minimalistas e acabamento sofisticado, Armani destacou-se ao criar roupas que desafiavam estereótipos de gênero, especialmente na alfaiataria feminina. Seu estilo andrógino se tornou referência de inovação.

Nos anos 1980, a marca expandiu-se internacionalmente, abrindo filiais nos Estados Unidos e na Ásia. Surgiram linhas como Emporio Armani e Armani Exchange, além de perfumes e acessórios. A alta-costura foi lançada em 2005 com a Armani Privé, atendendo à demanda por peças exclusivas sob medida.

Independência e crítica ao fast fashion

Diferente de outras marcas de luxo, a Armani nunca integrou conglomerados como LVMH ou Kering. Até o fim de sua vida, Armani manteve total controle sobre seu império. Ele sempre defendeu uma moda atemporal, criticando o fast fashion e valorizando peças duráveis: “A chave é criar roupas que envelheçam bem, relevantes por anos, não apenas por meses”, afirmou em 2000.

Celebridades e influência global

Ao longo das décadas, a grife Armani manteve parcerias com diversas celebridades, incluindo Michelle Pfeiffer, Beyoncé, Lady Gaga, Cristiano Ronaldo, Cate Blanchett, Nicole Kidman e Rihanna.

Além da moda, o Grupo Armani expandiu-se para mobiliário (Armani Home), hotéis, imóveis e restaurantes, consolidando um império diversificado. Destaque para o Armani Teatro, o clube Armani Privé e o museu Armani Silos.

Legado e sucessão

Ainda não há confirmação sobre quem assumirá o comando da grife, mas especula-se que Leo Dell’Orco, braço-direito de Armani e responsável pela linha masculina, seja seu sucessor. O próprio estilista já teria indicado Dell’Orco como futuro líder da marca, garantindo a continuidade de sua visão independente.

Após a confirmação da morte, fãs e admiradores prestaram homenagens em redes sociais, celebrando a trajetória de um dos maiores nomes da moda mundial.

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