ADULTIZAÇÃO BARRADA

“Lei Felca”, contra adultização de crianças, é sancionada; veja

Por Bia Xavier - JP |
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Crianças terão mais proteção com a sanção da Lei Felca.
Crianças terão mais proteção com a sanção da Lei Felca.

A Paraíba deu um passo inédito na proteção dos direitos das crianças ao sancionar a chamada “Lei Felca”, voltada a combater a adultização de menores de até 12 anos. A medida foi publicada no Diário Oficial do Estado nesta quarta-feira (3) e já está em vigor.

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O texto foi assinado pelo governador João Azevêdo (PSB) e recebeu o nome em homenagem ao influenciador e humorista Felipe Bressanim Pereira, conhecido como Felca, que ganhou destaque ao denunciar casos de exposição precoce de crianças em conteúdos digitais.

O que a lei considera adultização

De acordo com a nova legislação, adultização é qualquer estímulo que leve crianças a adotarem comportamentos, linguagens ou aparências próprias da vida adulta. Entre os exemplos estão:

  • uso de roupas, acessórios e maquiagens com conotação sexual;
  • participação em campanhas, eventos ou conteúdos de caráter erótico, sexual ou violento;
  • exposição a músicas, coreografias e encenações inadequadas para a faixa etária;
  • incentivo a padrões de consumo típicos do universo adulto;
  • estímulo a relações afetivas ou sexuais incompatíveis com o desenvolvimento infantil.

Medidas de fiscalização e políticas públicas

A lei determina que o Estado desenvolva campanhas permanentes de conscientização, políticas públicas voltadas à proteção da infância e ações de fiscalização sobre eventos e produções direcionadas ao público infantil.

Também está prevista a criação de canais de denúncia acessíveis à população. Fica proibido ainda o uso da imagem de crianças em propagandas, programas de TV, produções culturais ou conteúdos digitais que caracterizem a adultização.

Pontos vetados e lacunas do texto

Durante a sanção, o governador vetou o artigo que exigia a regulamentação da lei pelo Poder Executivo, justificando que essa atribuição não pode ser imposta por iniciativa parlamentar. Outro ponto que chamou atenção foi a ausência de debate sobre a exploração sexual de adolescentes entre 13 e 17 anos, tema não contemplado pela nova norma.

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