MAUS-TRATOS

Atitudes comuns que comprometem o bem-estar dos pet

Por Da Redação | Jornal de Piracicaba |
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A responsabilidade de ser tutor de um pet inclui fornecer um ambiente seguro, amoroso e saudável.
A responsabilidade de ser tutor de um pet inclui fornecer um ambiente seguro, amoroso e saudável.

Cuidar de um animal de estimação vai além de garantir alimentação e abrigo. A responsabilidade de ser tutor de um pet inclui fornecer um ambiente seguro, amoroso e saudável. No entanto, algumas atitudes, por mais comuns que pareçam, podem ser prejudiciais e configurar maus-tratos, gerando danos à saúde física e psicológica dos animais. No Brasil, maus-tratos são considerados crime, conforme a Lei 9.605/98, e podem resultar em detenção de três meses a um ano, além de multa. A veterinária Monique Rodrigues alerta para algumas atitudes que, embora possam passar despercebidas, configuram maus-tratos e trazem sérias consequências para os animais.

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Deixar o animal sozinho por longos períodos

Embora alguns tutores deixem seus pets sozinhos por longos períodos, pensando que a alimentação e os bebedouros automáticos são suficientes, essa prática pode ser prejudicial à saúde do animal. Gatos e cães, especialmente, têm um forte vínculo com seus tutores e, quando separados por longos períodos, podem sofrer com a solidão, ansiedade e estresse. A falta de interação social pode fazer com que os pets se recusem a se alimentar, o que leva a quadros de desnutrição e até doenças. Além disso, animais sozinhos podem se envolver em acidentes domésticos ou até desenvolver comportamentos destrutivos. Durante viagens, é recomendável que os tutores contratem alguém de confiança para cuidar de seus pets, garantindo que recebam a atenção e os cuidados necessários.

Passear na rua em dias muito quentes

A saúde das patas dos cães também exige atenção, especialmente nos dias de calor intenso. Calçadas e asfaltos aquecem rapidamente sob o sol forte, podendo causar queimaduras nas patas dos animais. Muitos tutores, infelizmente, não percebem os riscos e continuam levando seus cães para passeios, mesmo durante as altas temperaturas. As patas dos animais são altamente sensíveis, e o calor excessivo pode causar lesões graves. Para evitar esse tipo de problema, é essencial realizar os passeios em horários mais frescos, como no início da manhã ou no final da tarde, ou então optar por superfícies mais frias, como grama, sempre testando a temperatura do chão antes de sair.

Tratar os animais como brinquedos

Embora os animais de estimação sejam considerados membros da família, ainda existem tutores que tratam seus pets como brinquedos, submetendo-os a brincadeiras violentas ou perigosas. Jogar os animais de locais altos, permitir que crianças batam, arrastem ou sacudam os pets, ou até pintá-los com tintas não apropriadas são práticas extremamente prejudiciais. Além de causar dor, esses comportamentos afetam o bem-estar emocional dos animais, que podem se tornar mais agressivos, medrosos ou deprimidos. Animais são seres vivos que sentem dor, fome, frio e têm a capacidade de desenvolver sentimentos, e qualquer atitude que cause sofrimento físico ou psicológico pode ser considerada maus-tratos.

Dormir ao ar livre em condições inadequadas

Outro erro comum entre alguns tutores é deixar o animal dormir ao ar livre, exposto a condições climáticas extremas. Seja durante o inverno rigoroso ou no calor intenso do verão, animais deixados fora de casa podem sofrer com as mudanças de temperatura, o que afeta tanto a saúde física quanto a mental. Deixar um animal acorrentado ou sem abrigo adequado, exposto ao sol ou à chuva, pode gerar quadros de hipotermia, desidratação, ou doenças respiratórias. Para garantir a segurança e o conforto do pet, é importante fornecer um local coberto e controlado, como uma casinha, que proteja o animal das intempéries.

Abandono: um crime com consequências graves

O abandono de animais é, sem dúvida, uma das formas mais cruéis de maus-tratos. Infelizmente, o Brasil enfrenta um cenário alarmante: aproximadamente 30,2 milhões de cães e gatos vivem em situação de abandono, segundo o Instituto de Medicina Veterinária do Coletivo (IMVC). Os animais abandonados nas ruas enfrentam inúmeros riscos, incluindo a exposição a doenças, a proliferação de zoonoses (doenças transmissíveis dos animais para os humanos), e o perigo de acidentes de trânsito. Além disso, muitos desses animais, ao se sentirem ameaçados, podem atacar pessoas, causando ferimentos. O abandono é não apenas uma ação criminosa, mas também um problema social grave, que exige ações efetivas de conscientização e responsabilidade por parte dos tutores.

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