FENÔMENO

Eclipse solar acontece amanhã e pode ser visto em Piracicaba; saiba como observar

Por Roberto Gardinalli | roberto.gardinalli@jpjornal.com.br
| Tempo de leitura: 4 min
Divulgação/Nasa

O eclipse anular do sol poderá ser visto neste sábado (14) em todo o Brasil. Em alguns estados das regiões Norte e Nordeste, o evento astronômico poderá ser visto completo. Em Piracicaba, poderá ser observado de forma parcial. O fenômeno acontece quando a Lua se alinha entre a Terra e o Sol, e o diâmetro aparente do Sol é menor que o da Lua. Porém, no caso do eclipse que vai acontecer no final de semana, a Lua não vai cobrir o astro totalmente, e vai formar um “anel de fogo” no céu, por isso é identificado como anular.

Esse é um dos três tipos de eclipse solar. Além do anular, existem os eclipses parcial, que é quando a Lua cobre apenas uma parte do Sol, e o total, que é quando a Lua encobre totalmente o Sol. “O eclipse só acontece quando a lua fica alinhada ao sol, lua e terra, é o eclipse do sol. Sol, terra e lua é o eclipse da lua. Se você está na minha frente, eu tenho 1,50 m, você me vê com 1,50 m. Eu vou me afastando e você vai me vendo pequenininha. Então, isso significa que você está me vendo aparentemente com um tamanho menor. É a mesma coisa. O sol é muito maior e está mais distante, e a lua, que é grande também, mas é muito menor que o sol e está mais perto. A geometria é tal que ela fica com o mesmo tamanho aparente”, explicou Josina Nascimento, astrônoma do Observatório Nacional.

“Se acontece de alinhar sol, lua e terra nessa ordem, e a lua está numa posição da órbita em que ela está com o mesmo diâmetro aparente do sol ou maior, acontece o eclipse total. A lua encobre totalmente o sol, o tempo escurece, se vê estrelas em plena luz do dia, os passarinhos cantam e vão dormir, esse é o caso do eclipse total. O eclipse total só acontece numa determinada faixa. Você só vê ele como total numa faixa que corta um pedaço da terra que tem no máximo 270 km de largura. Fora dessa faixa, você vê o eclipse como parcial”, completou.

No caso do eclipse anular, o diâmetro aparente da Lua com relação ao Sol é menor, e, apesar da Lua cobrir o Sol, um anel de luz se forma ao redor do satélite. Assim como o eclipse total, o anular também só é visto numa faixa de sombra de, no máximo, 270 km de largura. Já o parcial acontece antes e depois da formação dos eclipses anular e total. “Para acontecer um eclipse total ou um eclipse anular antes você tem o parcial, em que a lua vai entrando na frente do sol e fica aquela mordidinha, depois o anular ou total, e depois tem outro parcial, que é quando a lua está saindo da frente”, explicou.

Apesar da beleza, o fenômeno é perigoso para a saúde dos olhos. Por conta dos raios que são emitidos pelo sol, especialistas recomendam que a observação não deve ser feita a olho nu, e é necessário o uso de equipamentos especiais.

“Em hipótese alguma se deve olhar diretamente para o sol, nem mesmo com o uso de películas de raio-X, óculos escuros ou outro material caseiro”, disse Josina Nascimento. “Para olhar diretamente para o Sol, somente com o uso de filtros solares apropriados, telescópios adequados e sob a supervisão de profissionais”, completou.

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HORÁRIO
De acordo com o Observatório Nacional, o eclipse deve começar no Brasil por volta das 15h. “O eclipse deste ano será visto como anular numa faixa que passa pelo Amazonas, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará, um pedacinho de Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte. Nas outras partes da região Nordeste ele vai ser visto como parcial”, disse Josina. No Estado de São Paulo, o fenômeno será observado como parcial, e a previsão de início da visão da passagem da Lua em frente ao Sol está prevista para ter início por volta das 15h29, com pico às 16h49 e final às 17h53.

COMO OBSERVAR
O eclipse solar deve ser visto com cuidado e os curiosos não podem olhar a olho nu para o sol. De acordo com o Observatório Municipal de Americana, o mais próximo a Piracicaba, a melhor indicação é para que as pessoas que quiserem observar o fenômeno procurem por um filtro de máscara de soldador de tonalidade 14 DIN ou superior, que é encontrado em lojas de materiais de construção e ferramentas a preços acessíveis. Não se deve utilizar óculos de sol, filmes fotográficos ou qualquer outro tipo de filtro que não seja preparado para absorver raios infravermelhos ou ultravioletas da intensidade emitida pelo sol.

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