A Comissão dos Moradores do Lar dos Velhinhos de Piracicaba se posicionou contrária à manutenção de membros da diretoria da instituição e se manifestou sobre os fatos divulgados com exclusividade pelo Jornal de Piracicaba.
Nesta sexta-feira (27), a comissão que foi criada para combater irregularidades ocorridas na instituição informou que os problemas "se intensificaram desde meados de 2018".
Segundo a nota, assinada pela advogada Amanda Vicentin Lao, em 22 de dezembro, após o ingresso do processo movido pelo Ministério Público pedindo intervenção judicial na entidade, houve uma reunião entre o promotor de Justiça, o procurador geral do município, a secretária da Assistência e Desenvolvimento Social e representantes do Lar dos Velhinhos, e, portanto, sem a presença da Comissão dos Moradores.
“Nesta reunião foi realizado um acordo entre as partes, onde ficou consignado o afastamento apenas do então presidente do Lar, mantendo-se toda a diretoria e conselho fiscal, assim como a nomeação de um interventor indicado naquele momento, com a finalidade de ser mantido o atendimento a 110 idosos”, informou o comunicado.
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“Contudo, com exceção da continuidade do chamamento público, os demais termos do acordo esta comissão discordou, e, portanto, não restou outra alternativa a não ser ingressar no processo como terceiros interessados. Assim, a comissão dos moradores, como medida de eficácia e urgência e com a finalidade única de ver resultados, acompanhar, fiscalizar e pôr em execuçã mudanças imediatas, concordou com a manutenção do interventor nomeado em reunião realizada pelas partes”, informou a nota, acrescentando que insiste no afastamento de algumas pessoas que exercem a gestão de fato no local, "para o bom andamento das novas diretrizes administrativas, assim como para preservação de provas e a não intimidação de testemunhas, como medida de rigor".
A comissão informou também que quer atuar na fase de suspensão do processo por 180 dias como "verdadeiros aliados e fiscais dos atos do atual presidente, assim como mentores e fiscais do plano que será executado".
Conforme mostrado pelo JP, funcionários denunciaram maus-tratos aos idosos e a prefeitura apontou falhas na parte fiscal da entidade, que recebe verba pública.