CRIME EM SÃO JOSÉ

OUÇA: Após matar Thalita, ex falou com filho e fingiu preocupação

Por Da redação | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 3 min
Reprodução
Wesley Ribeiro foi preso e confessou ter matado Thalita Lima
Wesley Ribeiro foi preso e confessou ter matado Thalita Lima

Em mensagens enviadas ao filho da motorista de ônibus Thalita de Arantes Lima, 41 anos, horas antes de o corpo dela ser encontrado, o ex-companheiro dela, Wesley Souza Ribeiro, 31 anos, que foi preso e confessou ter matado a mulher, fingiu preocupação pelo desaparecimento dela.

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OVALE teve acesso a áudios enviados por Wesley para o filho de Thalita, que procurava pela mãe em São José dos Campos. Ela estava desaparecida e foi encontrada morta, com sinais de violência, na noite de segunda-feira (4), enrolada em um cobertor dentro de uma casa no Jardim Majestic, na região leste de São José dos Campos.

O corpo de Thalita foi localizado no interior do imóvel em avançado estado de decomposição, com vestígios de sangue ao redor. Ela foi morta após levar 13 facadas.

Nas mensagens enviadas ao filho de Thalita, horas antes de o corpo dela ser encontrado, Wesley fingiu estar preocupado com a namorada e disse que a estava procurando.

“Acabei de chegar aqui em casa. A sua mãe passou por aqui. Trancou a porta do quarto. Eu não estou achando a chave agora, nem para pegar minhas coisas para tomar banho”, disse ele em trechos das mensagens.

“Eu acho que ela foi trabalhar porque mexeu as roupa de uniforme dela que tava no varal, tá tudo sem tá no varal, não tá mais lá no varal, entendeu?”, disse em outro trecho.

Num dos áudios, Wesley pede ao filho da vítima para ligar para ele se tivesse notícia da mãe. “Aí você fica atento no celular e se ela ligar para você também, você me retorna aqui, tá?”.

Em outro, ele diz que não conseguiu contato com Thalita, mas que iria continuar procurando. “Pior que não. Mas ela passou lá. Só que eu já liguei um par de vezes, não aguento mais ligar. Pior que a mensagem chega, chama”, disse o indiciado pelo crime.

Thalita relatou ameaça de Wesley

Em mensagem enviada para uma amiga, semanas antes de ser morta pelo ex-companheiro, Thalita disse que estava com medo e que “não aguentava mais” o relacionamento.

Ela contou que foi acordada uma noite com Wesley segurando uma faca na mão. “Ele falou para mim assim: ‘Toma, chama a polícia. Fala que eu tentei te matar antes que eu faça uma merda’”, disse ela na mensagem.

As declarações de Thalita revelam que ela vivia um relacionamento abusivo por parte do ex-companheiro, Wesley Souza Ribeiro, 31 anos, que foi preso e confessou ter matado a motorista.

Prisão em Aparecida

Wesley foi preso pela Polícia Civil em Aparecida, após descer de um ônibus vindo de Resende (RJ), na noite de terça-feira (5). De acordo com o delegado responsável pelo caso, ele havia saído do estado do Rio de Janeiro e foi monitorado pelos investigadores.

O carro de Thalita, que não foi encontrado na garagem dela, foi localizado em Resende, por policiais civis da cidade fluminense.

A prisão de Wesley foi realizada com base em um mandado por descumprimento da medida protetiva (veja vídeo da prisão). Após a prisão, o suspeito foi apresentado na DDM de São José dos Campos. Paralelamente, a Polícia Civil solicitou a prisão preventiva do suspeito pelo crime de feminicídio, pedido acatado pela Justiça.

O delegado Neimar Camargo Mendes, responsável pelo caso, confirmou nesta quarta-feira (6) que Wesley confessou o crime. Ele também confirmou que a Justiça decretou a prisão preventiva dele pelo crime de feminicídio. O suspeito estava preso temporariamente com base no descumprimento de medida protetiva.

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Vítima levou 13 facadas

O laudo preliminar do IML (Instituto Médico Legal) apontou que Thalita apresentava 13 perfurações por arma branca, reforçando a suspeita de feminicídio.

O corpo foi encontrado na noite da última segunda, em uma casa no bairro Majestic, na zona leste de São José. O imóvel estava fechado, e equipes precisaram arrombar a entrada.

Dentro da residência, a vítima foi localizada deitada de lado, enrolada em um cobertor, com vestígios de sangue ao redor. O corpo já apresentava sinais de decomposição, indicando que a morte pode ter ocorrido dias antes.

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