Encontrada morta dentro de casa, em São José dos Campos, a motorista Thalita de Arantes Lima, 41 anos, tinha 13 lesões por arma branca no corpo, segundo revelou a Polícia Civil.
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Thalita foi encontrada morta na noite de segunda-feira (4), com sinais de violência, em uma residência no bairro Majestic, na região leste de São José. De acordo com informações registradas pela Polícia Militar, ela apresentava perfurações compatíveis com golpes de arma branca, o que reforça a suspeita de feminicídio.
Na noite desta terça-feira (5), a Polícia Civil prendeu Wesley Souza Ribeiro, suspeito de envolvimento na morte da motorista da empresa Joseense. Segundo a polícia, ele era ex-companheiro de Thalita.
Ao analisar o corpo da vítima no IML (Instituto Médico Legal) de São José, os policiais constataram 13 lesões por arma branca. A informação foi mantida em sigilo até a noite desta terça-feira, para não atrapalhar as investigações.
Ex foi preso ao descer de ônibus
Segundo o delegado Neimar Camargo Mendes, da Delegacia de Homicídios de São José, Wesley estava no estado do Rio de Janeiro e foi localizado após viajar de ônibus de Resende (RJ) para Aparecida. Ele foi preso no momento em que descia do ônibus.
Ainda de acordo com o delegado, a Polícia Civil havia pedido a prisão temporária de Wesley pelo crime de feminicídio, mas a Justiça ainda não havia se manifestado sobre a solicitação.
No entanto, os investigadores conseguiram cumprir contra ele um mandado de prisão preventiva por descumprimento de medida protetiva, solicitado pela DDM (Delegacia de Defesa da Mulher). Após a prisão, o suspeito foi apresentado na DDM de São José dos Campos.
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Casa precisou ser arrombada
Segundo o boletim de ocorrência, o imóvel onde o corpo de Thalita foi encontrado estava fechado. Para acessar a residência, as equipes precisaram arrombar uma porta lateral de vidro.
Thalita foi encontrada deitada de lado, sob um cobertor, com vestígios de sangue. Durante os trabalhos periciais, foram identificadas perfurações na lateral do corpo, próximas ao seio, possivelmente causadas por faca. O óbito foi confirmado no local por uma equipe de atendimento avançado.
O corpo apresentava sinais avançados de decomposição, indicando que a morte pode ter ocorrido dias antes da localização. Outro ponto investigado pela polícia é o desaparecimento do carro da vítima, que não estava na garagem.
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Sindicato lamenta morte
O Sindicato dos Condutores do Vale do Paraíba manifestou “profundo pesar” pela morte de Thalita, que era motorista do transporte público em São José. Em nota, a entidade destacou a trajetória da motorista e informou que ela também era sócia do sindicato.
Thalita foi lembrada como uma profissional presente, comprometida com a categoria e querida por colegas e passageiros. Antes de atuar como motorista, ela também trabalhou como cobradora no transporte público de São José.
“Neste momento de dor, nos solidarizamos com familiares, amigos e colegas de trabalho, desejando força para enfrentar essa perda irreparável”, afirmou o sindicato.
A entidade também ressaltou que a morte de Thalita representa um momento de luto, reflexão e luta contra a violência de gênero.
“O feminicídio é uma realidade que precisa ser combatida com urgência. Não podemos nos calar diante da violência contra a mulher”, destacou a nota.
O corpo da motorista foi sepultado no Cemitério Municipal Paraíso, em São José, na tarde dessa terça-feira (5). A despedida gerou comoção em familiares e amigos de Thalita. O caso segue sob investigação da Polícia Civil.