Em meio às obras de manutenção na Ponte Estaiada Juana Blanco (Arco da Inovação), após a identificação de fissuras na estrutura de concreto do equipamento, o prefeito de São José dos Campos, Anderson Farias (PSD), fez uma defesa da utilidade da ponte, cuja construção foi alvo de ação do Ministério Público.
Clique aqui para fazer parte da comunidade de OVALE no WhatsApp e receber notícias em primeira mão. E clique aqui para participar também do canal de OVALE no WhatsApp
Segundo ele, a ponte foi construída utilizando-se cabos (estaios) não por “boniteza”, mas por "necessidade". “Ela é estaiada não por boniteza, mas por necessidade, porque tem lá córrego, rotatória, você não tem onde colocar as colunas”, afirmou Anderson, que participou de formatura de novos guardas municipais nesta sexta-feira (27).
A Prefeitura de São José confirmou a liberação completa do tráfego na Ponte Estaiada, na região oeste, nesta sexta. A ponte estava interditada desde a segunda (23) para a realização de serviços de manutenção e inspeção da estrutura. Os trabalhos incluíram ações de conservação, limpeza, verificação da drenagem e inspeções especializadas.
“Desde ontem a gente vem finalizando os trabalhos. A gente sabe, infelizmente, pelos problemas do ponto de vista do impacto do trânsito. Aliás, qualquer intervenção que se faça hoje, em qualquer sistema viário, você já tem grandes impactos, hoje é um grande desafio. O Arco da Inovação, a Ponte Estaiada não seria diferente, até pela sua importância”, disse o prefeito.
Anderson disse que as obras na ponte se deram “do ponto de vista de garantias da empresa com relação às microfissuras”.
“Microfissura não é nada que abala do ponto de vista da estrutura, mas é algo que tem que ser feito periodicamente, isso é da garantia da empresa”, afirmou.
“Tem também com relação aos estaios, que não são enfeites. Eles têm uma função de engenharia realmente da obra de arte, de suportar todo aquele peso. Então, há uma necessidade de se fazer toda a inspeção dos estaios, fazer todas as adequações necessárias, se assim for, juntamente aos estaios”, acrescentou Anderson.
Ele disse que, além das obras de manutenção na estrutura, aproveitou-se a interdição da ponte para fazer serviços de limpeza e manutenção da iluminação e das galerias de águas fluviais. Anderson confirmou a liberação da ponte ao tráfego.
“Aproveitando que a gente pudesse fazer o quanto antes. Então, a gente já está liberando esse final de semana, a gente conclui todos esses trabalhos e volta a operação normal ali na região do Colinas”, afirmou.
Leia mais: 'Arco ineficiente': chega ao fim processo do MP contra Prefeitura
Leia mais: Anderson diz que ação do MP contra Arco é ‘grande equívoco'
Leia mais: Arco: TJ mantém decisão que obriga S. José a pagar R$ 4,3 milhões
Necessidade
Anderson voltou a criticar os questionamentos à utilidade da Ponte Estaiada. Segundo ele, o equipamento era necessário em razão das condições do local onde foi construído.
“Para mim não precisava comprovar nada. Sempre tive essa comprovação. Trabalhei na Secretaria de Transporte, tenho um pouco de conhecimento. É lógico que a ponte foi desenhada por muitos engenheiros, por muitos especialistas. Então isso eu sempre soube [da qualidade da ponte]”, disse ele.
“A decisão, lógico, é do gestor público, de onde ele vai fazer as suas obras, com prioridade. Não tem dúvida disso. Se nós fizéssemos tudo em viaduto, tudo seria melhor, mas não é possível fazer financeiramente. Ela é estaiada não por boniteza, mas por necessidade”, afirmou.
Anderson disse que “muita gente” questiona a construção da ponte dizendo que “sua serventia não era para nada”. Alguns deles estariam embasados, “de forma equivocada”, segundo o prefeito, pelo “próprio Ministério Público, que é onde eu sempre questionei”.
“Como é que pode apenas um perito se sobrepor a vários engenheiros da prefeitura que trabalharam, que estudaram, com relação ao trânsito. E trânsito é isso, a cidade se mexe.”