A ameaça de uma nova paralisação dos caminhoneiros entrou no radar do governo federal em meio à alta do diesel e às queixas sobre o valor do frete. Lideranças da categoria mantêm o movimento em “estado de alerta” e aguardam a formalização das medidas anunciadas pelo Executivo.
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O presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, conhecido como Chorão, informou que a decisão será tomada em assembleia nacional marcada para esta quinta-feira (19), às 16h, em Santos (SP).
Entre as principais críticas estão o aumento do diesel, impulsionado pela instabilidade no Oriente Médio, e o descumprimento da tabela mínima de frete. Segundo representantes do setor, empresas continuam pagando abaixo do piso obrigatório.
O governo apresentou propostas para evitar a paralisação, como reforço na fiscalização da tabela pela ANTT, possibilidade de impedir que empresas infratoras contratem transporte, sugestão para que estados zerem o ICMS sobre o diesel e compensação de 50% das perdas de arrecadação, estimadas em R$ 1,5 bilhão. O ministro dos Transportes, Renan Filho, declarou que haverá maior rigor na fiscalização.
A categoria afirma que as medidas ainda são insuficientes e aguarda publicação oficial para avaliar o alcance das ações. Uma eventual greve pode provocar desabastecimento e impactos econômicos, como ocorreu em 2018, quando uma paralisação de dez dias afetou o PIB e gerou falta de combustíveis e produtos.
Com informações da Veja.