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Caso Gisele: Sem algemas, tenente-coronel vai para o Romão Gomes

Por Da redação | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 3 min
Lucas Padula/MN

Após ser preso em São José dos Campos, na manhã desta quarta-feira (18), o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto foi conduzido ao 8º BP (Distrito Policial) de São Paulo, sem algemas.

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Ele é acusado de matar a esposa, a policial militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, com um tiro na cabeça e teve a prisão preventiva decretada pela Justiça Militar.

O oficial, que é nascido em Taubaté e mora em São José, foi ouvido na delegacia e depois seguiu para o IML (Instituto Médico Legal). Na sequência, ele segue para o presídio militar Romão Gomes, na capital paulista.

Gisele foi encontrada morta com um tiro na cabeça em 18 de fevereiro, no apartamento do casal no bairro do Brás, na capital paulista. O caso, inicialmente tratado como suicídio, passou a ser investigado como morte suspeita após o avanço das diligências.

Leia mais: AGORA: Luminol revela sangue e laudo descarta suicídio de Gisele

Veja a prisão do tenente-coronel

Um vídeo obtido com exclusividade por OVALE mostra o momento em que o tenente-coronel.

Nas imagens, o oficial aparece cercado por policiais militares, sem algemas, deixando o elevador do prédio onde mora, no bairro Jardim Augusta, e sendo conduzido até uma viatura da Corregedoria da PM.

Nascido em Taubaté, o tenente-coronel atuou durante anos no Vale do Paraíba e se refugiou em São José, onde tem um apartamento, após a morte da esposa.

Prisão foi registrada em vídeo

O registro mostra a saída do tenente-coronel do condomínio por volta das 9h. Durante o trajeto, ele é escoltado por agentes até o veículo oficial.

Do lado de fora, moradores e curiosos acompanharam a movimentação e gritaram palavras como “assassino” e “feminicídio”.

Investigação por feminicídio

A prisão ocorreu após pedido da Polícia Civil e decisão da Justiça, dentro da apuração que investiga possível feminicídio e fraude processual.

Gisele foi encontrada morta com um tiro na cabeça em 18 de fevereiro, no apartamento do casal no bairro do Brás, na capital paulista. O caso, inicialmente tratado como suicídio, passou a ser investigado como morte suspeita após o avanço das diligências.

A Secretaria da Segurança Pública informou que o inquérito foi concluído com indiciamento do oficial.

O que apontam as investigações

Segundo a SSP, foram identificadas inconsistências relevantes nas versões apresentadas pelo tenente-coronel, além de divergências sobre o relacionamento do casal e a dinâmica do ocorrido.

Laudos periciais também indicaram indícios de alteração da cena e apontaram inviabilidade da hipótese de suicídio.

Além disso, a Corregedoria da PM solicitou a prisão com base nos crimes de feminicídio, fraude processual e violência doméstica.

Mandado e próximos passos

O mandado de prisão foi expedido pela Justiça Militar e cumprido em São José, onde o oficial estava em sua residência.

Ele deverá ser encaminhado ao 8º Distrito Policial, na capital, onde será interrogado. Após os procedimentos, ficará à disposição da Justiça e pode ser levado ao Presídio Militar Romão Gomes.

A decisão judicial considerou a necessidade de garantir a ordem pública, preservar a instrução criminal e evitar possível interferência nas investigações.


O caso tramita sob segredo de Justiça. Novos detalhes dependem da conclusão de exames e do andamento dos processos nas esferas civil e militar.

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