JUNTO À TAXA DE LUZ

Cobrança adicional para custear segurança em São José vira lei

Por Julio Codazzi | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação/PMSJC
Pela lei de autoria do prefeito Anderson Farias, cobrança virá embutida na taxa de luz, que foi criada em São José no fim de 2014
Pela lei de autoria do prefeito Anderson Farias, cobrança virá embutida na taxa de luz, que foi criada em São José no fim de 2014

O prefeito de São José dos Campos, Anderson Farias (PSD), sancionou nessa terça-feira (23) a lei que cria uma contribuição adicional para custear o sistema de monitoramento de segurança pública. A norma, de autoria do próprio prefeito, foi publicada no diário oficial do município e passará a valer a partir de janeiro de 2026.

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A cobrança virá embutida na taxa de luz, que foi criada em São José no fim de 2014. A taxa, hoje chamada de Contribuição para Custeio do Serviço de Iluminação Pública, passará a ter o nome de Contribuição para o Custeio, a Expansão e a Melhoria do Serviço de Iluminação Pública e do Sistema de Monitoramento para Segurança e Preservação de Logradouros Públicos.

Para residências, a mudança representará uma cobrança mensal adicional que irá variar de R$ 0,86 a R$ 3,45. Para comércios, de R$ 8,64 a R$ 215,80. Clique aqui e confira todos os valores.

O projeto havia sido aprovado pela Câmara na última quinta-feira (18), com 14 votos a favor e sete contra.

Isenção.

Outra lei, também sancionada nessa terça-feira, define os critérios de isenção para a taxa. A isenção será para os contribuintes enquadrados como baixa renda (tarifa social) junto à concessionária de energia - que, atualmente, é a EDP. Segundo estimativa da Prefeitura, isso permitirá a isenção para mais de 10 mil imóveis.

Em 2024, segundo dados do Portal da Transparência, a Prefeitura de São José arrecadou R$ 33,5 milhões com a taxa de luz. Um estudo feito pela Prefeitura apontou que a arrecadação per capita de São José com a taxa é de R$ 46,29. "Ao comparar com a média dos demais municípios selecionados, observa-se que a arrecadação do município é 38% menor", concluiu o estudo.

Assinado em novembro de 2019, o atual contrato do programa Cidade Inteligente, que engloba as câmeras de monitoramento do CSI (Centro de Segurança e Inteligência), custa R$ 14,1 milhões ao ano. A nova licitação do serviço prevê que o custo poderá chegar a R$ 18,3 milhões por ano - a principal novidade seria o aumento no número de câmeras de vigilância, que passariam das atuais 1.200 para 1.691.

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