"Monstro!"
É assim que a advogada Valéria Fortes se refere ao homem apontado como responsável pela morte de sua filha, a técnica de enfermagem Elda Mariel Aquino Fortes, de 29 anos, em Lorena. O caso, ocorrido no último sábado (16) chocou o Vale do Paraíba e intensificou o debate sobre os crimes de feminicídio.
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Mãe de dois filhos e conhecida pelo jeito carinhoso com que tratava os pacientes da maternidade onde trabalhava, Elda teria sido morta pelo motoboy Luiz Guilherme, seu ex-namorado, que não aceitava o fim do relacionamento. A filha de Vaéria foi assassinada brutalmente na manhã de sábado, dentro de casa, após voltar de uma balada com as amigas.
"Nós vamos achar você! Você me tirou a filha e a minha paz. Agora quem não terá paz é você!", postou a mãe nas redes sociais, ao lado de fotos do procurado. Na manhã de sábado, o corpo de Elda foi encontrado pela própria mãe. A vítima, segundo a Polícia Civil, apresentava múltiplas lesões na face e sinais de asfixia, provavelmente causados por um "mata-leão". Ela também teve o pescoço quebrado.
"Viu esse tipo por aí? Segure! Ligue para a polícia! Ele não pode andar por Lorena como se nada tivesse acontecido! Tem no pescoço o nome da mãe dele, Marluci! Ele anda pela cidade, numa Titan vermelha, capacete branco, viseira espelhada! Mas cuidado... Tem muito motoboy trabalhador! Vamos agir com cautela! Todos juntos na mesma missão!", postou Valéria nas redes sociais, pedindo que as pessoas denunciem o paradeiro de Luiz Guilherme.
POLÍCIA.
A Polícia Civil procura pelo ex-namorado de Elda, por feminicídio. Em janeiro deste ano, Elda havia registrado um boletim de ocorrência após o ex-namorado não aceitar o término do relacionamento. Ele, de acordo com amigas da vítima, tentava impedir que Elda saísse com amigas para se divertir.
De acordo com o registro, Elda havia saído com amigas e o homem a teria perseguido. Ela havia relatado ainda no registro que ele a teria ameaçado de morte, caso continuasse saindo. Elda ainda tinha uma medida protetiva contra o rapaz.
A Polícia Militar foi até a casa do suspeito, mas ele não foi encontrado. O pai do investigado disse que ele mora lá, mas não havia retornado para casa desde a sexta-feira.