A audiência para definir qual medida socioeducativa será aplicada no caso da menina de 12 anos que atirou contra Ana Lívia, em Taubaté, terminou nesta segunda-feira (7) sem resultados. O juiz adiou a decisão e pediu prazo para que a pena seja definida. Ainda não há previsão de data para que o resultado saia. A internação pode ser de até 3 anos.
O caso aconteceu no final de setembro deste ano, quando Ana Lívia, de 13 anos, levou um tiro de arma de fogo dado pela sua amiga, uma menina de 12 anos. Um desentendimento teria desencadeado uma discussão entre as duas e a menor de idade utilizou a arma de um tio para tirar a vida da colega de classe.
Atualmente, a menina está internada em uma unidade da Fundação Casa na capital. A Vara da Infância e Juventude de Taubaté julga o caso. O tio da garota, um agente penitenciário a quem pertencia a arma utilizada pela menina no crime, está respondendo um TCO (Termo Circunstanciado de Ocorrência), que será julgado no dia 21 de novembro.
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O CRIME.
O caso aconteceu no dia 27 de setembro, no bairro Jardim Paulista, em Taubaté, antes de Ana Lívia e a garota de 12 anos irem para a escola. Pela manhã, Lívia ligou para a mãe perguntando se a amiga podia ir até sua casa para que as duas pudessem ir para a escola juntas, de carona com a mãe de outra colega.
Horas depois, a mãe de Ana Lívia encontrou a menina já sem vida, em seu quarto. De acordo com a polícia, a menina de 12 anos confessou ter atirado contra Ana Lívia com uma arma de fogo que pertence ao seu tio, que trabalha como agente penitenciário.
Lívia foi encontrada com um tiro na nuca, com o corpo caído em cima de uma mesa de cabeceira. A menina foi encaminhada para a Fundação Casa, onde espera por julgamento para definição da medida socioeducativa que será aplicada em seu caso.