FRAUDE BILIONÁRIA

Esquema com Banco Master é alvo da PF na região de Piracicaba

Por Gabriela Lima/JP1 |
| Tempo de leitura: 3 min
Reprodução/Redes Sociais/EPTV
Thiago Branco de Azevedo
Thiago Branco de Azevedo

Na última quarta-feira (25), a Polícia Federal realizou a Operação Fallax na região de Piracicaba, atingindo cidades como Piracicaba, Americana, Limeira e Rio Claro. A ação desarticulou uma quadrilha especializada em fraudes bancárias, estelionato e lavagem de dinheiro.

O esquema envolvia empresas fictícias, uso de nomes de “laranjas” e movimentações financeiras ilegais envolvendo o Banco Master e a Caixa Econômica Federal.

O principal suspeito, Thiago Branco de Azevedo, de 41 anos, morador de Americana, segue foragido. Outros seis investigados também não foram localizados, e a esposa dele tem mandado de prisão em aberto.

Empresas fantasmas e atuação regional

Segundo a Polícia Federal, Thiago Branco criava empresas de fachada utilizadas em Piracicaba e cidades vizinhas para obtenção de crédito fraudulento. Essas estruturas eram repassadas a terceiros, inclusive grupos criminosos, para movimentação e lavagem de dinheiro.

O esquema incluía o uso de nomes de familiares, “laranjas” pagos com valores baixos e até pessoas fictícias criadas apenas no papel.

Mandados e prisões

Durante a operação, foram cumpridos 43 mandados de busca e apreensão e 21 mandados de prisão preventiva. Até o momento, 15 pessoas foram presas, incluindo gerentes de bancos, contadores e laranjas.

Entre os alvos estão Rafael de Gois, CEO do Grupo Fictor, e o ex-sócio Luiz Rubini. A residência do principal suspeito, em um condomínio de alto padrão em Americana, também foi alvo de buscas.

Ações em Limeira

Em Limeira, a Polícia cumpriu mandado de prisão e de busca e apreensão contra um homem de 41 anos na região da Fazenda Itapema. Ele foi localizado em casa e levado à Delegacia da Polícia Federal de Piracicaba.

Durante as buscas, foram apreendidos dois celulares e três máquinas de cartão de crédito. Nenhum material ilícito foi encontrado no imóvel.

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Operação em Rio Claro

Já em Rio Claro, no bairro Jardim América, a Polícia realizou buscas em um imóvel ligado a um investigado por participação na organização criminosa. O suspeito não foi encontrado.

No local, que contava com cercas elétricas e monitoramento por câmeras, foram apreendidos um notebook, um pen drive e munições de calibres .38 e 9mm. Os materiais foram encaminhados à Polícia Federal.

Banco Master e prejuízos

As investigações apontam que parte das operações fraudulentas estava ligada ao Banco Master, além de contratos com a Caixa Econômica Federal e outras instituições.

Cerca de 172 empresas foram utilizadas no esquema, movimentando ao menos R$ 47 milhões em financiamentos irregulares.

Conexão com o Comando Vermelho

A Polícia Federal também identificou que uma célula do Comando Vermelho, com atuação em Piracicaba, utilizava o mesmo modelo de empresas fictícias para lavar dinheiro do tráfico de drogas.

A Justiça determinou o bloqueio de bens e ativos financeiros até o limite de R$ 47 milhões.

Crimes e penas

Os investigados poderão responder por organização criminosa, estelionato qualificado, lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta, corrupção ativa e passiva e crimes contra o sistema financeiro nacional.

Somadas, as penas podem ultrapassar 50 anos de reclusão.

Defesa e próximos passos

As defesas dos investigados informaram que devem se manifestar após acesso aos autos. Já o principal suspeito segue foragido.

A operação evidencia o impacto de esquemas financeiros ilegais na região de Piracicaba e reforça o combate a organizações criminosas no interior paulista.

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