POLITICA

Prefeito diz que saída de Maduro pode reduzir venezuelanos em SP

Por Gabriele C. Sanches/JP1 |
| Tempo de leitura: 2 min
imagem com liçenca creative commons

Prefeito afirma que eventual saída de Maduro pode reduzir fluxo migratório

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), afirmou nesta segunda-feira (5) que espera que venezuelanos não voltem a migrar para a capital paulista, diante do cenário político na Venezuela após a captura do presidente Nicolás Maduro em uma ação militar dos Estados Unidos.

Apesar da declaração, Nunes reforçou que São Paulo seguirá acolhendo imigrantes, caso haja necessidade. “Espero que não venham, até porque agora eles não têm necessidade. Se vierem, obviamente, a cidade de São Paulo e o estado de São Paulo vão receber a todos com muito carinho, como sempre fizeram”, afirmou.

A fala ocorreu durante coletiva de imprensa em um evento de entrega de títulos de regularização fundiária urbana da CDHU, que contou com a presença do governador em exercício Felicio Ramuth (PSD).


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Expectativa é de redução no fluxo migratório

Segundo o prefeito, a expectativa é de que a saída de Nicolás Maduro reduza o fluxo migratório de venezuelanos para outros países, incluindo o Brasil. Nunes afirmou que o presidente venezuelano exercia o cargo de forma ilegítima após fraude eleitoral e lembrou que mais de 8 milhões de venezuelanos deixaram o país nos últimos anos.

Atualmente, de acordo com o prefeito, São Paulo acolhe 1.009 venezuelanos em sua rede de atendimento. Ele destacou ainda que, hoje, os angolanos representam o maior grupo de estrangeiros acolhidos na capital, seguidos pelos venezuelanos. “Se vierem, a gente vai absorver. Hoje nós temos 27 mil vagas e 21 mil estão ocupadas”, disse.

Felicio Ramuth também avaliou que o movimento migratório tende a diminuir. Para ele, a retomada das liberdades políticas e econômicas na Venezuela pode incentivar o retorno de cidadãos que deixaram o país. “Com o país livre, isso pode atrair aqueles que foram exilados e agora terão oportunidade de voltar”, afirmou.

Municípios como Piracicaba, que integram a rede estadual e federal de acolhimento e serviços públicos, podem sentir reflexos diretos de uma eventual redução no fluxo migratório. A expectativa, segundo autoridades, é de que a mudança no cenário político da Venezuela contribua para diminuir a pressão sobre os sistemas de atendimento em todo o estado de São Paulo.

As declarações ocorrem em meio ao aumento da tensão política em Caracas e ao reforço da fiscalização de imigrantes em Pacaraima (RR), município brasileiro na fronteira com a Venezuela, após a captura de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, no último sábado (3).

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