CENTRO DAS ARTES

Exposição ‘Cidadela’ chega a Jundiaí dia 14 de dezembro

Por Redação |
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Divulgação
A exposição, assinada por Maria Ezou, é uma instalação interativa que traz elementos para o universo infantil
A exposição, assinada por Maria Ezou, é uma instalação interativa que traz elementos para o universo infantil

A Galeria de Exposições Olga de Brito, em Jundiaí, sedia no dia 14 de dezembro a “Cidadela”, exposição individual da artista visual Maria Ezou, que convida o público para uma experiência imersiva no universo das infâncias, suas sensações e subjetividades.

Trata-se de uma instalação interativa, que materializa uma cidade imaginária e biocêntrica, uma fortaleza onírica onde os seres humanos, seus corpos, as casas e o restante da natureza são partes de um mesmo sistema: harmônico e fantástico. Ao chegar na exposição, o público se depara com um portal de entrada, que se assemelha a uma trama de raízes aéreas de mangue e à silhueta de uma montanha.

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A estrutura, que leva o nome de “estufa”, tem suportes que guardam pequenos vasos biodegradáveis com matéria orgânica, mudas de plantas nativas dos biomas originais da cidade de Jundiaí, a Mata Atlântica e o Cerrado, e lápis e papel. Ali, o público pode realizar suas primeiras interações com a obra, seja pelo plantio de mudas que serão destinadas à restauração ambiental ou realizando um autorretrato que integrará a galeria de novos “habitantes” da Cidadela.

Ao adentrar um pouco mais, descortina-se a cidade formada por 15 “casas-corpos” – esculturas feitas a partir do molde do tronco da própria artista, com diminutas janelas e portas em seu ventre, que dão acesso a minimundos imaginários. No interior de cada “casa-corpo”, o olhar curioso se depara com uma dramaturgia particular, dialogando com um aspecto diferente da infância, interconectado com o fluxo dos corpos e suas distintas emoções, o cotidiano das casas e as dinâmicas da natureza.

Para contar cada história, o cenário e objetos, em miniatura, são animados por autômatos mecânicos e eletrônicos, pela transição de luzes e pela trilha sonora individual de cada casa, além de estímulos auditivos como o som das águas, do vento, do pisar na terra e do crepitar do fogo. Cada “casa-corpo” recebe também uma audiodescrição, que promove a acessibilidade.

Para proporcionar uma experiência plena às crianças, a expografia respeita as dimensões dos pequenos, e os minimundos são localizados na altura do olhar da criança. Para os adultos, o convite é para que experimentem a Cidadela a partir do ponto de vista dos pequenos.

A exposição integra o projeto homônimo, Cidadela, que, em diferentes formatos, já passou, desde 2022, por Minas Gerais, Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Ceará, somando mais de 64 mil espectadores.

A exposição fica aberta ao público a partir do dia 14 de dezembro, na Galeria de Exposições Olga de Brito (Centro das Artes), com entrada gratuita.

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