2025

RMJ registra sete casos de raiva em animais

Por Felipe Torezim | Jornal de Jundiaí
| Tempo de leitura: 3 min
Divulgação
Aline Cristina Francescon ressalta a importância da vacinação a partir dos 100 dias de vida do animal
Aline Cristina Francescon ressalta a importância da vacinação a partir dos 100 dias de vida do animal

A Região Metropolitana de Jundiaí (RMJ) contabiliza, até o momento, sete casos positivos de raiva em animais. As ocorrências deste ano foram registradas nos municípios de Jundiaí e Campo Limpo Paulista. O número é 30% menor do que o registrado no mesmo período em 2024, quando foram contabilizadas 10 casos.

Em Jundiaí, a Secretaria Municipal de Promoção da Saúde, por meio da Vigilância em Saúde Ambiental (VISAM), informou que foram identificados seis casos positivos de raiva, sendo cinco em morcegos e um em um felino. O último caso confirmado em animal de estimação havia sido há mais de 40 anos, em 1983. Todos os casos foram acompanhados das medidas sanitárias preconizadas, como bloqueio da área e orientações aos moradores. Em 2024, o município havia registrado nove morcegos positivos para raiva, segundo balanço fechado em 31 de outubro.

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Já em Campo Limpo Paulista a confirmação deu-se em janeiro, no bairro Saint James. No ano anterior houve outro registro, em 1º de abril, no bairro Botujuru. Em ambos os episódios as equipes da Vigilância em Saúde realizaram ações de bloqueio casa a casa, com orientações à população e atividades educativas sobre prevenção. Segundo a Prefeitura, não há casos de raiva humana nem em animais domésticos atualmente no município.

Nos municípios de Louveira e Várzea Paulista não foram registrados casos da doença em 2024 e 2025. As prefeituras mantêm ações contínuas de vacinação antirrábica como principal forma de prevenção. Em Louveira, a imunização é oferecida mediante agendamento no Serviço de Controle de Zoonoses. Já em Várzea Paulista, a vacinação está disponível no Centro de Bem-Estar Animal (Cebea), com agendamento prévio, para cães e gatos a partir dos quatro meses de idade, com reforço anual.

As Prefeituras de Jarinu, Itupeva e Cabreúva foram procuradas, mas não responderam até o momento

Cuidados

A veterinária Aline Cristina Francescon reforça a importância da vacinação como forma de prevenção. Como trata-se de zoonose a doença pode ser transmitida dos animais para os humanos

“A vacinação deve ser iniciada a partir dos 100 dias de vida do animal, com reforço anual. É uma doença que afeta a parte neurológica do animal e alguns dos sintomas são isolamento, salivação excessiva, dificuldade de engolir, latido mais rouco, agressividade e paralisia dos membros”, explica. 

A moradora do Eloy Chaves, a psicanalista Patrícia Cardoso Costa, mantém a imunização em dia dos seus três animais, os cães Neruda e Tequila, e a gata Sophia. Para ela, a vacina é essencial para a segurança de todos. “Moro em uma região com presença de animais silvestres, então redobro o cuidado. Eles sempre estiveram com as vacinas em dia porque quando trouxe um, já tinha outros, então considero importante esta rotina.

                                                       

                Patrícia Cardoso Costa tem três animais de estimação e foca nos cuidados

A veterinária lembra que a transmissão ocorre por mordidas ou arranhaduras e, infelizmente, não há cura. Aos humanos, em caso de exposição, o ideal é lavar imediatamente o ferimento com sabonete neutro e procurar atendimento médico para tomar o soro antirrábico. Em caso de desenvolvimento dos sintomas em humanos, também não há mais o que fazer”, completa.

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