EM JUNDIAÍ

Alta de combustíveis começou discreta, mas fica escandalosa

Por Redação |
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Reprodução
Os preços evidenciam uma alta significativa na cidade nos últimos dias
Os preços evidenciam uma alta significativa na cidade nos últimos dias

Na semana passada, uma movimentação pegou de surpresa muita gente que abasteceu o veículo. Já na manhã de segunda-feira (9), alguns postos haviam reajustado os preços de combustíveis, após alta mundial do barril de petróleo, causada pela guerra no Oriente Médio. Mas o reajuste, que aconteceu sem anúncio oficial da Petrobras e tímido, com R$ 0,05 por litro de gasolina em alguns postos, por exemplo, ganhou proporções maiores e hoje, na cidade, alcança quase R$ 1 no litro, a depender do combustível.

O levantamento semanal de preços, feito pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), mostra que em Jundiaí os resjustes entre a primeira semana (1 a 7/3) e a segunda semana deste mês (8 a 14/3) afetaram até o etanol. As diferenças foram as seguintes:

  • Etanol hidratado custava em média R$ 4,44 (entre R$ 4,19 e R$ 4,69); passou a custar em média R$ 4,52 (entre R$ 4,39 e R$ 4,65)
  • Gasolina comum custava em média R$ 6,06 (entre R$ 5,89 e $ 6,19); passou a custar em média R$ 6,57 (entre R$ 6,49 e R$ 6,65)
  • Gasolina aditivada custava em média R$ 6,31 (entre R$ 5,89 e R$ 6,95); passou a custar em média R$ 6,64 (entre R$ 6,54 e R$ 6,75)
  • Óleo diesel custava em média R$ 5,94 (entre R$ 5,69 e R$ 6,09); passou a custar em média R$ 6,65 (preço entre os postos pesquisados)
  • Diesel S10 custava em média R$ 6,06 (entre R$ 5,79 e R$ 6,39); passou a custar em média R$ 6,92 (entre R$ 6,75 e R$ 7,09)

Nesta semana, porém, os preços já tiveram alta novamente, com diesel superando os R$ 7 em alguns estabalecimentos. O combustível foi o único que teve alta aniunciada pela Petrobras. Na sexta-feira (13), a estatal anunciou reajuste de preços para as distribuidoras. O combustível passou a ser vendido nas refinarias por R$ 3,65 o litro, alta de R$ 0,38 por litro. A última mudança no preço do diesel havia ocorrido em maio de 2025. Para tentar compensar a alta, o Governo Federal zerou as alíquotas de PIS/Cofins sobre o óleo diesel, o que representaria redução de R$ 0,32 por litro. Também foi anunciada uma subvenção a produtores e importadores de diesel no país.

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Fiscalização

Ainda na semana passada, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), órgão vinculado ao Ministério da Justiça, encaminhou um ofício ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para que investigue os recentes aumentos nos preços dos combustíveis. O pedido inclui alguns estados específicos, como Minas Gerais, Bahia e o Distrito Federal. Já nesta semana, também em âmbito federal, a Polícia Federal abriu inquérito para apurar possíveis aumentos injustificados nos preços dos combustíveis, com suspeitas de crimes contra o consumidor e contra a ordem econômica, como possível formação de cartel.

Em Jundiaí, o Procon foi questionado sobre ações voltadas à fiscalização em postos, mas informa que, no momento, está concentrado na realização da pesquisa de preços de produtos de Páscoa, ação tradicional do órgão para orientar o consumidor e promover transparência nas relações de consumo. O órgão, no entanto, diz que haverá fiscalização em breve, com verificação de preços e possíveis práticas abusivas.

O JJ também questionou sobre as reclamações relacionadas a preços de combustíveis que o Procon recebeu neste mês até agora, mas informa que o levantamento está em andamento, ou seja, os dados ainda não podem ser consultados. O Procon reforça que os consumidores podem registrar denúncias e reclamações pelos canais oficiais de atendimento do órgão, como presencialmente (rua Barão de Jundiaí, 153 - Centro) ou pelo site Consumidor.gov: https://consumidor.gov.br/.

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