CONDENADO A 17 ANOS

Agiota que movimentou R$ 6 milhões continua foragido da Justiça

Por Hevertom Talles | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
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Operação do Gaeco: procurado Jonathan Nogueira dos Santos Reis
Operação do Gaeco: procurado Jonathan Nogueira dos Santos Reis

A 3ª Vara Criminal de Franca condenou nesta terça-feira, 25, cinco integrantes de uma organização criminosa que atuava com a prática de agiotagem em Franca e região a 17 anos de prisão. Um dos condenados, porém, segue foragido desde a deflagração em junho deste ano da operação Castelo de Areia II: Jonathan Nogueira dos Santos Reis, de 29 anos.

Ele é acusado pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público de movimentar, entre 2020 e 2024, pouco mais de R$ 6 milhões em suas contas bancárias para o esquema do grupo.

Segundo as investigações, Jonathan teria aberto uma empresa fictícia em nome da mãe para lavar o dinheiro ilícito da quadrilha. A mãe do acusado mantém um relacionamento com Everaldo Bastos Guimarães, um dos presos na segunda fase da operação, que também utilizava a conta da empresa para movimentar valores oriundos do esquema.

Durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão, além dos mandados de prisão, os policiais foram aos endereços ligados a Jonathan, mas ele não foi localizado.

“As transações bancárias efetuadas entre Jonathan e Evanderson Lopes Guimarães, a empresa E. L. Guimarães Cobranças, Rogério Camillo Requel e Ronny Hernandes Alves dos Santos demonstram que Jonathan era responsável por movimentar e repassar valores decorrentes da agiotagem praticada pela organização criminosa, com clara intenção de conferir aparência de licitude ao dinheiro produto de crime”, afirma trecho da decisão.

O juiz Orlando Brossi Júnior também destacou nos autos que Jonathan tinha uma empresa de cobrança com capital social declarado de apenas R$ 10 mil, o que é incompatível com o volume movimentado de R$ 6 milhões.

Também foram evidenciadas transações bancárias entre Jonathan e outros membros do grupo, incluindo contas de terceiros usadas para lavar o dinheiro do esquema.

A defesa do acusado informou, ainda em junho, que ele teria intenção de se entregar e chegou a solicitar um habeas corpus no Tribunal de Justiça, alegando incompetência do juízo da 3ª Vara Criminal. O pedido, porém, foi negado.

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