EXECUÇÃO NO QUARTEL

Morte de PM de Franca em quartel de SP completa 10 meses: família pede justiça

Em busca de justiça, a família do policial fez uma Vakinha e levantou recursos para dar andamento às investigações com um perito particular.

Por Hevertom Talles | 11/02/2024 | Tempo de leitura: 2 min
da Redação

Reprodução

Sargento Rullian Ricardo foi morto em quartel de São Paulo
Sargento Rullian Ricardo foi morto em quartel de São Paulo

A morte do policial militar francano Rullian Ricardo Adriano da Silva, aos 40 anos, alvejado por um superior em um alojamento da Polícia Militar, em São Paulo, no dia 5 de abril de 2023, completou 10 meses na última semana.

A família do policial ainda vive com a dor da perda e pede justiça pela morte de Rullian, que havia ido para a Capital para se tornar sargento. Ele foi executado dentro da 4ª Companhia do 46º Batalhão da Polícia Militar Metropolitano, na região do Ipiranga, em São Paulo, pelo capitão da Polícia Militar Francisco Laroca, que efetuou três disparos, e pelo seu motorista, um cabo da PM, que atirou uma vez contra o sargento.

"O que falar ou dizer diante da tamanha impunidade! Dez meses se passaram, dez meses da dor da perda, dez meses de dor da falta de justiça, dez meses que acordamos todos os dias e nos deparamos com essa situação que nos causa indignação, tristeza, dor e raiva ao mesmo tempo", diz a irmã do policial, Daiane Fernandes.

"Sentimentos esses que parece não ter fim, dói o luto, dói saber que os assassinos continuam livres, vivendo suas vidas normalmente, como si nada tivesse acontecido. E, por sinal, trabalhando, podendo fazer mais vítimas de suas atrocidades”, continua a irmã.

Após a morte de Rullian, tanto o capitão como o cabo teriam sido afastados por um período de suas atividades, mas já estão trabalhando normalmente. O caso passou a ser investigado pela própria Polícia Militar, que abriu um inquérito na época dos fatos.

Em busca de justiça, a família do policial fez uma Vakinha e levantou recursos para dar andamento às investigações com um perito particular. Foram realizadas uma perícia particular e uma reprodução simulada dos fatos no local do crime, com os acusados presentes, além do perito e da advogada da família e da presença da corregedoria da PM.

"O sargento Rullian se foi, mas ele tem uma família que luta e irá honrar o nome dele até o último dia de nossas vidas, buscando pela justiça. Mas se a justiça do homem falhar, quero que eles saibam que temos um Deus que tudo vê e a justiça Dele não falha nunca, ela é fiel ao justo!”, desabafa Daiane.

Segundo a irmã do policial, as investigações por parte da polícia estão em segredo de Justiça, em sigilo. A família espera que os policiais sejam responsabilizados pela morte de Rullian.

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1 COMENTÁRIOS

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  • Paulo Roberto
    12/02/2024
    Nunca vai acontecer de um capitão ser condenado por matar um sargento. Esquece isso...