DESESPERO

Cão de suporte emocional some em aeroporto ao ser levado no porão

Por Da redação - JP1 |
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
Nacho, cão de suporte emocional que desapareceu em aeroporto, foi encontrado abatido horas depois em uma área de bagagens de Guarulhos.
Nacho, cão de suporte emocional que desapareceu em aeroporto, foi encontrado abatido horas depois em uma área de bagagens de Guarulhos.

O desaparecimento de um cão de suporte emocional dentro do Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, acendeu um novo alerta sobre as condições do transporte aéreo de animais no Brasil. O beagle Nacho, de 6 anos, ficou desaparecido por horas durante uma conexão internacional após ser transportado no porão de uma aeronave rumo à Alemanha.

O animal viajava com a tutora, a engenheira de produção Renata Mollossi Rambo, de 27 anos, que deixava o Brasil em direção a Frankfurt. A situação ganhou repercussão depois que o cachorro foi localizado apenas graças à ajuda de pessoas que circulavam pelo terminal e perceberam uma caixa de transporte aparentemente abandonada em uma área de restituição de bagagens. O reencontro ocorreu horas após o desembarque do voo vindo de Porto Alegre.

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Decisão judicial mudou horas antes do embarque

Antes da viagem, Renata havia conseguido autorização judicial para levar Nacho na cabine da aeronave como animal de suporte emocional. A decisão, no entanto, foi revertida após a companhia aérea alegar que o transporte no compartimento de cargas seria seguro. Sem outra alternativa para seguir viagem, a tutora aceitou embarcar o cachorro no porão do avião no primeiro trecho da rota até São Paulo.

Ao chegar em Guarulhos, porém, ela percebeu que não havia qualquer informação sobre o paradeiro do animal. Segundo relatos apresentados posteriormente à Justiça, nem os atendentes presenciais nem os canais digitais da companhia conseguiram localizar o cachorro durante horas.

A demora aumentou o desespero da família, especialmente porque o cão já era utilizado como suporte emocional devido ao quadro de ansiedade e síndrome do pânico enfrentado pela tutora.

Caso reacende debate sobre transporte de pets

Após o desaparecimento, vídeos enviados por desconhecidos mostraram Nacho visivelmente abatido dentro da caixa de transporte. Segundo a tutora, o comportamento do cachorro era incomum, já que ele costumava ser sociável e receptivo. Diante das evidências do caso, a Justiça reconsiderou a decisão anterior e autorizou que o animal viajasse ao lado da dona na cabine no trecho seguinte até Frankfurt.

O advogado Leandro Petraglia, que acompanhou o caso, avaliou que o episódio escancarou falhas no controle e monitoramento de animais transportados em voos comerciais. Para ele, o desaparecimento do cachorro dentro do próprio aeroporto mostra a fragilidade dos protocolos adotados atualmente pelas companhias aéreas.

A situação também reacendeu discussões sobre a falta de regulamentações mais rígidas para garantir segurança e bem-estar aos pets durante viagens aéreas, principalmente em casos envolvendo animais de suporte emocional.

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