CRÉDITO

CLT pode usar FGTS como garantia para pagar menos juros; Entenda

Por Bia Xavier - Jornal de Piracicaba |
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
A garantia do FGTS reduz o risco para os bancos e pode baratear o custo do empréstimo para empregados com carteira assinada.
A garantia do FGTS reduz o risco para os bancos e pode baratear o custo do empréstimo para empregados com carteira assinada.

Quem trabalha com carteira assinada agora tem uma nova alternativa para reduzir o custo de um empréstimo. A partir da Lei 15.179/2025, o saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) pode ser utilizado como garantia em operações de crédito consignado privado, medida que busca diminuir as taxas de juros e ampliar o acesso ao crédito para empregados do setor privado.

A mudança aproxima as condições oferecidas aos trabalhadores da iniciativa privada daquelas já disponíveis para servidores públicos. Ao contar com uma garantia adicional, as instituições financeiras assumem menos risco de inadimplência e podem oferecer contratos com juros mais baixos.

Apesar da novidade, a utilização do FGTS não é obrigatória. O trabalhador continua livre para decidir se deseja ou não vincular o saldo do fundo à contratação do empréstimo, conforme as opções disponibilizadas pela instituição financeira.

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Mais opções e menos risco para o crédito

A legislação permite que o trabalhador escolha uma ou mais modalidades de garantia durante a contratação do consignado, respeitando as regras definidas pelo Ministério do Trabalho e pelo Banco Central. A proposta é oferecer maior flexibilidade para diferentes perfis financeiros.

Sem a garantia do FGTS, porém, a tendência é que o custo do empréstimo seja maior. Isso acontece porque a ausência de um lastro aumenta o risco da operação para o banco, refletindo diretamente nas taxas cobradas ao consumidor.

Especialistas recomendam que cada proposta seja analisada com atenção antes da contratação. Comparar juros, prazos e o impacto das parcelas no orçamento continua sendo essencial para evitar o superendividamento.

Empresas também passam a ter novas obrigações

A implementação da medida exige adequações por parte das empresas sempre que ocorrer a rescisão do contrato de trabalho. Os empregadores precisam cumprir procedimentos técnicos para que os valores destinados à garantia sejam processados corretamente.

Entre as exigências estão a consulta dos percentuais de garantia no Portal Emprega Brasil antes do cálculo da rescisão, o lançamento das informações específicas no eSocial e o recolhimento dos valores destinados ao banco credor por meio do FGTS Digital.

A centralização dessas informações busca evitar inconsistências na quitação das verbas rescisórias e garantir que a operação de crédito ocorra conforme as regras estabelecidas pela nova legislação, proporcionando mais segurança tanto para trabalhadores quanto para instituições financeiras.

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