O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, colocou em dúvida a credibilidade da eleição brasileira que reelegeu Luiz Inácio Lula da Silva e criticou a decisão de estender o horário de votação. As declarações foram feitas nesta segunda-feira (26), sem que o republicano apresentasse evidências para sustentar as suspeitas de fraude. Apesar das críticas, Trump afirmou manter uma boa relação pessoal com o presidente brasileiro.
O republicano também declarou que não pretende interferir diretamente na administração do Brasil, mas considerou incomum a ampliação do período de votação. A manifestação ocorre após a vitória de Lula sobre Flávio Bolsonaro e contrasta com o posicionamento de outros líderes internacionais, que reconheceram o resultado eleitoral e cumprimentaram o presidente reeleito.
A votação foi estendida até as 19h de domingo (25), após questionamentos relacionados a dificuldades no transporte público. A campanha de Lula solicitou a medida, e o Partido Liberal (PL), ligado a Flávio Bolsonaro, também havia pedido a ampliação do horário, mencionando as chuvas. A apuração foi concluída ainda naquela noite, com a confirmação da vitória de Lula pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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Aliados de Trump também contestam resultado eleitoral
As críticas à eleição brasileira foram acompanhadas por manifestações de aliados do bolsonarismo nos Estados Unidos. Eduardo Bolsonaro, que vive no país, defendeu o cancelamento do pleito e a rejeição do resultado. Steve Bannon, estrategista associado ao movimento conservador americano, também questionou a legitimidade da votação e sugeriu o rompimento de vínculos diplomáticos e comerciais com o Brasil. As manifestações, assim como as declarações de Trump, não vieram acompanhadas de provas de fraude no material apresentado.
Donald Trump Jr. também levantou dúvidas sobre a ampliação do horário de votação, reforçando questionamentos divulgados por apoiadores de Flávio Bolsonaro e integrantes do movimento MAGA, sigla de Make America Great Again. O candidato derrotado, por sua vez, não reconheceu a vitória de Lula e anunciou a intenção de contestar o resultado. Em sentido oposto, representantes de diversos países e da União Europeia manifestaram reconhecimento à reeleição do brasileiro.
O episódio ocorre em meio a um histórico recente de divergências políticas e comerciais entre os governos de Lula e Trump. Durante a campanha, o presidente brasileiro enfatizou a defesa da soberania nacional, enquanto integrantes de seu governo apontaram tentativas de influência americana na disputa. Antes da votação, autoridades dos Estados Unidos haviam declarado que trabalhariam com o candidato eleito. A reação de Trump após o resultado acrescenta um novo capítulo às relações bilaterais, embora ainda não represente, por si só, uma mudança formal na política diplomática americana.