TSE diz que não há ameaça internacional ou do crime organizado
.O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Kassio Nunes Marques, disse neste sábado (3) que as eleições não estão "sob ameaça concreta, seja internacional ou do crime organizado".
A declaração do ministro, a um dia da votação deste domingo (4), acontece após o governo dos Estados Unidos suspender o atendimento em embaixadas e consulados no Brasil na sexta-feira (2) e de a Polícia Federal cumprir mandados de busca e apreensão para apurar se havia risco às instalações diplomáticas.
Segundo Kassio, o eleitor "não pode acreditar em informações falsas criadas apenas para gerar tumulto e tentar desestabilizar a realização do pleito". "Isso é tirar um dos direitos mais importantes das brasileiras e dos brasileiros", afirmou.
O presidente do TSE diz que "os órgãos de inteligência que trabalham em parceria conosco não apontam qualquer indício" de que haja ameaças internacionais ou do crime organizado.
Após a operação desta sexta, a PF disse que não foram identificados suspeitos de envolvimento com organizações criminosas.
"Trata-se de ação preventiva adotada em investigação sigilosa conduzida pela Polícia Federal e fruto da cooperação permanente com agências de inteligência estrangeiras", disse o órgão, em nota após as buscas e apreensões.
"As medidas pertinentes foram prontamente adotadas, não tendo sido verificados até o momento elementos que corroborassem os riscos inicialmente apontados, tampouco identificados quaisquer suspeitos de envolvimento com organizações criminosas", afirma a nota.
"As investigações prosseguem com a análise dos equipamentos de comunicação e mídias apreendidos e eventuais outras providências necessárias."
Neste sábado, Kassio participou da cerimônia em Brasília que confirmou a integridade e autenticidade dos sistemas instalados nas urnas que serão usadas nestas eleições.
O objetivo foi atestar que os programas responsáveis por receber, processar e totalizar os resultados das urnas eletrônicas estão de acordo com as versões que foram assinadas digitalmente e lacradas pela Justiça Eleitoral ainda em setembro deste ano.
Também foi emitida a zerésima, que mostra que não há nenhum voto na urna, da votação presidente e vice-presidente. O documento foi assinado pelo secretário de Tecnologia da Informação do TSE, Júlio Valente, e por observadores internacionais.