ARTIGO

A pressa ansiosa de encontrar uma parceria afetiva

Por Luiz Xavier |
| Tempo de leitura: 3 min

Muitas pessoas sozinhas, buscando se relacionar, porém, sem sucesso; Namoros que não vingam; casais que se separam pouco tempo após a união; parceiros que se suportam anos a fio dentro de um relacionamento desprazeroso; queixas de estarem sozinhos ou viver em solidão. 

Existem pessoas que têm dificuldade de encontrar ou não conseguem manter um relacionamento. Por que isso acontece? Por que, quando o encontro acontece, a relação não vai para frente? 

Há tantas pessoas sós, buscando se relacionar, porém, sem sucesso. Você já se perguntou por que não consegue manter um relacionamento? Já se questionou por que seus namoros não vingam ou já se queixou da solidão? 

Hoje, para responder a essas questões, a reflexão fica por conta da Ceci Akamatsu, excelente Terapeuta Energética, autora do livro “Para que o Amor Aconteça”. 

“Geralmente buscamos essa resposta com um sentimento de tristeza e pesar, o que por si só já traz um clima desagradável para a situação. É preciso sempre estar consciente de que a energia que a situação toma é aquela que colocamos e alimentamos. Esse peso muitas vezes fica tão intenso que nos cega ou nos afasta ainda mais do que pode efetivamente nos ajudar a melhorar, pois entramos em um círculo vicioso de pensamentos e sentimentos. Buscar as respostas, mas de forma superficial, apenas aumenta nossa ansiedade e angústia. Não adianta ficarmos presos ao que acontece apenas, sem perceber tudo que dentro de nós nos leva a vivenciar tal situação. 

Alimentamos, ao longo da vida, uma crença afetiva frustrante de que só podemos ser felizes se tivermos um par. Isso é algo que costuma ser muito arraigado em boa parte das pessoas, e, por isso, existe muita resistência em desapegar desse tipo de pensamento. Querer ter uma parceria é natural, mas não significa acreditar que só se pode ser feliz se dividirmos nossa vida com alguém.” 

Muitas vezes é importante e necessário ler e entender o “deserto” afetivo pelo qual está vivendo. Vivenciar a solidão sem a pressa de vincular afetivamente com alguém, não como uma penitência ou castigo, mas para entrar em contato sentimentos de vazio e de falta, angústia, baixa autoestima, dependência de ter alguém para nos sentir bem, entre outros. Permitir-se ficar só, sem estar na expectativa ou na busca de um parceiro, não significa desistir da vida afetiva ou se condenar à solidão, apesar de nossos sentimentos muitas vezes interpretarem dessa maneira. 

“Uma vez que enfrentamos o medo de ficarmos sós, nos permitimos viver de outra maneira, diminuímos o peso que nós mesmos criamos, e ainda que estar sozinho continue sendo desagradável, fica mais fácil encarar e vivenciar essa experiência. 

Podemos comparar a solteirice à uma criança que tem medo do escuro e precisa enfrentar a escuridão. Caso não encare seus temores, ela sempre estará submetida a esse medo e sua vida será de alguma forma determinada por ele. Portanto, somente enfrentando o medo da solidão e nos permitindo vivenciá-la sem resistência poderemos fazer com que essa energia pare de ditar negativamente nossa vida afetiva. De início pode parecer que vamos ficar sem chão, mas esse é o primeiro passo para realmente alcançarmos um chão firme e sólido, que nenhuma situação ou pessoa lá fora pode nos tirar”. 

Se por acaso, você se identifica com o que foi descrito nesta reflexão, busque ajuda profissional numa psicoterapia. O processo terapêutico vai te ajudar na identificação de crenças limitantes que trazemos, inconscientemente, desde criança, a respeito de si mesmo(a), de outras pessoas e sobre relacionamentos. 

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