Uma possível tempestade de meteoros pode transformar o céu em um espetáculo incomum em agosto de 2028. O fenômeno está relacionado à chuva de meteoros Perseidas e à influência gravitacional de Júpiter, que pode alterar a trajetória de parte das partículas deixadas pelo cometa 109P/Swift-Tuttle. A expectativa é que o período de maior atividade aconteça entre os dias 12 e 13 de agosto de 2028.
A possibilidade foi apontada por Robert Lunsford, especialista da Sociedade Americana de Meteoros. A dinâmica ocorre porque Júpiter passa próximo da corrente de partículas produzida pelo cometa em intervalos de aproximadamente 12 anos. A posição do planeta durante essa interação pode modificar a órbita de alguns fragmentos e fazer com que eles se aproximem mais da trajetória da Terra.
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Se esse cenário se confirmar, a quantidade de meteoros visíveis poderá ficar muito acima do habitual. As estimativas indicam a possibilidade de 200 a 300 meteoros por hora durante o pico, embora os números ainda dependam da posição e da distribuição das partículas. Por isso, o fenômeno ainda é tratado como uma possibilidade, e não como uma previsão definitiva.
Antes da possível tempestade de 2028, a chuva de meteoros Perseidas de 2027 poderá servir como uma espécie de termômetro para os astrônomos. Uma atividade superior a 100 meteoros por hora naquele ano seria considerada um sinal de que as condições podem favorecer uma intensidade ainda maior no ano seguinte.
As Perseidas acontecem quando a Terra atravessa a região do espaço que concentra partículas deixadas pelo cometa 109P/Swift-Tuttle. Ao entrar na atmosfera terrestre em alta velocidade, esses fragmentos aquecem e produzem os rastros luminosos que podem ser vistos no céu. Em 2026, o pico da chuva ocorreu na madrugada entre 12 e 13 de agosto, com partículas atingindo aproximadamente 59 km/s durante a entrada na atmosfera.
A possível tempestade de 2028 dependerá, portanto, da combinação entre a passagem da Terra pela corrente de partículas e a influência exercida por Júpiter sobre esse material. Caso as condições previstas se confirmem, o pico entre 12 e 13 de agosto de 2028 poderá apresentar uma atividade excepcional das Perseidas, tornando o período um dos mais aguardados para os observadores do céu.