ARTIGO

259 anos de Piracicaba com ausência de poder político

Por Erica Gorga |
| Tempo de leitura: 2 min

Fundada em 1767 às margens do rio, Piracicaba, orgulho dos piracicabanos por suas belezas naturais, pelo rio que lhe deu o nome e por sua gente hospitaleira, completa neste sábado 259 anos. 

Este aniversário é comemorado numa época importante para o destino de todos os brasileiros, em especial os piracicabanos, pois em agosto começa o período regulamentar de campanhas eleitorais para as eleições de 2026, quando serão escolhidos o próximo presidente, governadores, deputados federais e deputados estaduais.  

Piracicaba adquiriu status de cidade líder de região metropolitana, por meio da Lei Complementar 1.360 de 24 de agosto de 2021 do Estado de São Paulo. A Região Metropolitana de Piracicaba congrega nada menos que 24 municípios:  Águas de São Pedro, Analândia, Araras, Capivari, Charqueada, Conchal, Cordeirópolis, Corumbataí, Elias Fausto, Ipeúna, Iracemápolis, Leme, Limeira, Mombuca, Piracicaba, Pirassununga, Rafard, Rio Claro, Rio das Pedras, Saltinho, Santa Cruz da Conceição, Santa Gertrudes, Santa Maria da Serra e São Pedro. 

Lamentável e inexplicavelmente, ao mesmo tempo em que cresceu sua importância econômica, apresentando o 12° maior PIB do estado, Piracicaba perdeu força política. Hoje nossa cidade não tem representação política na Câmara Federal brasileira, estando alijada das importantes decisões políticas ali tomadas, as quais impactam diretamente a vida dos piracicabanos. 

 Piracicaba, no passado, já chegou a ser representada concomitantemente por três deputados federais na Câmara dos Deputados, com a eleição de João Herrmann Neto, José Machado e Antonio Carlos Mendes Thame, em 1998. Em 2026, apesar do aumento significativo no número de habitantes e eleitores, Piracicaba não conta com nenhuma representatividade política em Brasília.   

Segundo as estimativas mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2025, Piracicaba tem cerca de 441 mil habitantes, com aproximadamente 310 mil eleitores, de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Como é possível que uma cidade com tal porte e importância regional, líder de região metropolitana, continue sem participar dos debates de impacto nacional? 

Essa realidade é particularmente dura e entristecedora quando lembramos que Piracicaba já produziu lideranças políticas de grande envergadura. Tal é o caso do grande Prudente de Moraes, o primeiro presidente civil do Brasil, que residia na casa histórica que se tornou o Museu Histórico e Pedagógico de Prudente de Moraes, localizado na rua Santo Antônio, próximo à praça central José Bonifácio. Em agosto, o museu completa 69 anos de história. Nossa cidade já foi palco de efervescência política, encontros e reuniões que mudaram e delinearam a história do Brasil. 

Com grande força no agronegócio, no setor comercial e de serviços, com indústrias instaladas na cidade, sendo polo educacional e cultural importante, com escolas e universidades de renome, Piracicaba é também centro médico que atende demandas de toda a região metropolitana. É, portanto, urgente que seus habitantes sejam representados em Brasília, a capital e centro do poder político do país. 

Urge que o eleitorado e os líderes piracicabanos se unam para viabilizar a representação da cidade no Congresso Nacional. Em seu 259o aniversário, Piracicaba precisa recuperar o poder político que perdeu!

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