JULGAMENTO

Acusado de matar entregador com falso pedido de lanche é julgado

Por Vitor Moretti | da Redação
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Segundo a denúncia do Ministério Público, o acusado teria ligação com o tráfico de drogas em Guaraçaí
Segundo a denúncia do Ministério Público, o acusado teria ligação com o tráfico de drogas em Guaraçaí

O Tribunal do Júri da Comarca de Mirandópolis julga nesta segunda-feira (27) o réu Vagner Barbosa, acusado de assassinar, em uma emboscada, o entregador de lanches Célio Maciel dos Santos, de 42 anos à época do crime. O homicídio ocorreu em 15 de outubro de 2024, no bairro Vila Boa Esperança, em Guaraçaí.

De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público, o acusado teria feito um pedido de lanche por meio de um aplicativo de mensagens e solicitado que a entrega fosse realizada na última casa da Rua Luciano Sgarb, em um local ermo.

Ao chegar ao endereço indicado, a vítima foi surpreendida e atingida por quatro tiros na cabeça. Célio morreu ainda no local. Após o crime, o atirador fugiu por um pasto existente nas proximidades e não foi localizado em flagrante.

Investigações

A Polícia Civil iniciou as investigações e, em um primeiro momento, apurou que Célio mantinha um relacionamento amoroso com uma ex-funcionária da lanchonete onde trabalhava, que era casada. Diante dessa informação, a principal linha investigativa passou a ser a de um possível crime passional, já que o marido da mulher teria descoberto o relacionamento e feito ameaças de morte contra o entregador.

No decorrer das investigações, porém, a polícia passou a trabalhar com outra hipótese: a de um homicídio motivado por uma suposta dívida relacionada ao tráfico de drogas. Durante o inquérito, os investigadores identificaram a linha telefônica utilizada para fazer o pedido do lanche e chegaram até Vagner Barbosa, que foi preso dias depois em cumprimento a um mandado de prisão.

Segundo a denúncia do Ministério Público, o acusado teria ligação com o tráfico de drogas em Guaraçaí e teria cometido o crime em razão dessa suposta dívida.

O julgamento acontece na Câmara Municipal de Mirandópolis, devido à maior capacidade do espaço em comparação ao Fórum da cidade. Estão previstas as oitivas de cinco testemunhas de acusação e cinco de defesa.

Defesa aponta falhas

A defesa do réu, representada pelos advogados Bruno Barros Mendes e Gabriel Solano Rosa, informou à reportagem que espera a absolvição do acusado, alegando que a investigação apresentou falhas durante sua condução.

"Nós tínhamos uma linha envolvendo um suposto triângulo amoroso, com várias provas e ameaças diretas entre os envolvidos, e ela foi inteiramente abandonada por conta de um simples registro em nome de um terceiro que teria uma suposta ligação com o réu", afirmou o advogado Bruno Barros Mendes.

Ainda segundo o defensor, caso haja condenação, a defesa irá recorrer da decisão.

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