ARTIGO

Piracicaba: 259 anos no B A I L Ã O da história

Por Walter Naime |
| Tempo de leitura: 3 min

Primeiro de Agosto, tem aniversário que passa como qualquer outro, o de Piracicaba não. É um BAILÃO. Há 259 anos a Noiva da Colina entra no salão da história, dança, tropeça, leva alguns "pisões" nos pés, mas nunca desiste. Sacode a poeira, acerta o passo e continua em frente. Cidade que acredita no amanhã não fica parada. 

     No universo tudo está em movimento. A Terra gira, o rio corre, o tempo passa e a vida não espera ninguém. Quem para fica para trás. Com uma cidade acontece a mesma coisa. Quando quem governa enrola, adia decisões ou perde o rumo, o relógio continua andando. E quem acaba dançando é a população. 

     Piracicaba já viveu um pouco de tudo. Teve governos que fizeram a cidade crescer e outros que perderam o compasso. Mesmo assim, a cidade nunca deixou de avançar. Muito desse crescimento veio da força do seu povo, dos trabalhadores, dos empresários, dos agricultores, dos professores, dos estudantes e também de administradores que souberam colocar Piracicaba acima dos interesses políticos. Foi assim que a cidade conquistou seu lugar de destaque no interior paulista, com uma economia forte, boas escolas, universidades, indústrias e muita capacidade de inovar. 

     Agora aparece uma proposta diferente: trocar o enrolar pelo desenrolar. Em vez de pensar só no problema de hoje ou na próxima eleição, olhar para a Piracicaba dos próximos vinte anos. 

     Será que isso faz sentido para uma cidade com cerca de 420 mil moradores e tantos desafios pela frente? Saúde, trânsito, segurança, moradia, enchentes, infraestrutura e tantos outros problemas precisam de solução agora. 

     Mas uma coisa não impede a outra. Quem passa a vida inteira só apagando incêndio nunca encontra tempo para plantar uma árvore. E sem plantar hoje não existe sombra amanhã. Pensar no futuro não é esquecer o presente. É trabalhar para que os problemas de hoje não continuem pesando sobre os filhos e netos de quem vive aqui. 

     Administrar uma cidade é como comandar uma grande orquestra. O prefeito segura a batuta. Os secretários tocam seus instrumentos. A Câmara Municipal ajuda a escrever a partitura. Os servidores fazem a música acontecer todos os dias. E o público desse espetáculo são os 420 mil moradores, que pagam o ingresso mais caro de todos: os impostos. 

     O desejo é que essa orquestra toque afinada. Que haja transparência, diálogo e respeito ao dinheiro público. Em época de eleição, os "pisões" nos pés aumentam. As disputas ficam mais duras, as críticas aparecem de todos os lados e as promessas se espalham pelo salão. Faz parte da democracia. O importante é que a política não atrapalhe a música que a cidade precisa ouvir. 

     Assim como o universo nunca para de se mover, uma cidade também não pode ficar parada.  

     Administração boa é aquela que resolve os problemas de hoje sem perder de vista o amanhã. O tempo não espera prefeito, vereador nem partido político. Ele mostra quem trabalhou de verdade e quem apenas ensaiou alguns passos sem sair do lugar. 

     No fim, será o próprio tempo que dará a resposta. Ele vai mostrar se os planos saíram do papel, se a árvore realmente cresceu e se o alto preço pago pelos contribuintes voltou em saúde, educação, segurança, mobilidade e qualidade de vida. 

     Que os 259 anos de Piracicaba sejam mais do que uma festa. Que sejam o começo de um novo jeito de caminhar. Um jeito em que cada morador sinta que faz parte desse grande baile. Que os governantes entendam que ninguém dança sozinho. O maestro só faz bonito quando a orquestra toca unida, e a música só emociona quando chega a todos. 

     Se cada um cumprir bem o seu papel, os passos ficarão mais firmes, os "pisões" serão menores e Piracicaba continuará dançando no ritmo do desenvolvimento, da responsabilidade e da esperança. Porque, no grande baile da história, quem para... dança. Mas quem segue no compasso do trabalho e do bem comum ajuda a cidade inteira a chegar mais longe.  

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