O Brasil entra em campo nesta segunda-feira (29), às 14h, no NRG Stadium, em Houston, nos Estados Unidos. A partida faz parte da fase de 16 avos de final da Copa do Mundo de 2026. E esse duelo eliminatório irá literalmente dividir o coração dos nipônicos residentes na Noiva da Colina.
Nas projeções recentes, acredita-se que Piracicaba tenha atualmente em torno de 400 famílias descendentes de japoneses. Todos estarão ligados na telinha com o sentimento apertado, torcendo pelas duas seleções.
A verdade é que maioria sonhava com as duas nações na decisão da competição. “Na realidade, eu queria que os dois ganhassem, que os dois fossem para a final”, conta o engenheiro de produção Pedro Mizutani, 66 anos, representante do Clube Nipo de Piracicaba.
“Mas como isso não é possível e apesar de meu coração ser muito japonês, tem de torcer para um: e eu vou torcer pelo Brasil porque nós moramos aqui, nesta terra maravilhosa”, emenda o engenheiro.
Mizutani informou que, por ser na segunda-feira, a comunidade japonesa se organizou para ver ao jogo de seus lares e não vai se reunir no Clube Nipo. “Por ser um dia de semana, nós não programamos nada especial. Cada um verá ao jogo de suas casas com todo o seu coração”, afirma.
Quanto ao resultado do confronto, Mizutani prevê um duelo cheio de tensão, decidido nos detalhes. “Vai ser um jogo emocionante”, prevê.
Já o arquiteto piracicabano Makoto Ando, 57 anos, que atualmente reside em São Paulo, afirmou que deve torcer para o Japão por um motivo específico: porque ainda não há uma seleção asiática campeã do mundo.
“Estou dividido entre as duas seleções, no entanto, com tendência a torcer mais para o Japão, pois ainda não há um campeão asiático e o Japão vem desenvolvendo um trabalho progressivo muito coerente e sistemático desde que o Zico foi para lá, como jogador e depois como treinador e dirigente; e a conquista dessa copa do mundo seria a coroação desse projeto de longo prazo”, declarou.
“Talvez, portanto, desta vez eu torcerei pela disciplina, humildade, progresso sistemático, diligência e educação, em contraposição ao oba-oba, estrelismo e improviso da Seleção Brasileira”, finalizou.
ROTA DO HEXA
Na rota do hexacampeonato, o Brasil terá mais cinco jogos. A começar pelo jogo desta segunda-feira, o caminho do Brasil no mata-mata segue esta sequência de datas: 5 de julho, domingo (oitavas); 11 de julho, sábado (quartas); 15 de julho, quarta-feira (semifinais); e 19 de julho a grande final.
Caso o Brasil avance diante do Japão, as oitavas de finais (5 de julho, às 17h, em Nova Jersey) seriam entre os segundos colocados dos grupos E (Costa do Marfim, Equador ou Curaçao) e I (França ou Noruega).
A partir das quartas de final (sábado, 11 de julho, às 18h, em Miami), porém, fica difícil prever e as opções são muitas. A Inglaterra, no entanto, aparece como possível adversária, caso, é claro, também siga avançando.
Na semifinal (quarta-feira, 15 de julho, às 16h, em Atlanta), o duelo pode ser contra a Argentina, que já garantiu a classificação antecipada com a liderança do Grupo J. Assim, a vaga na final passaria pelo time do craque Lionel Messi.
A decisão pelo título (domingo, 19 de julho, 16h, em Nova Jersey) é ainda mais difícil de prever, mas Espanha, França e Alemanha são candidatas a chegarem à final do outro lado do chaveamento, caso o desenho atual se confirme.
Boa notícia para o torcedor: se avançar em todas as fases, o Brasil terá sempre pelo menos quatro dias de descanso entre um jogo e outro.