A Polícia Federal (PF) realizou, nesta terça-feira (23), a Operação Miragem, que investiga um suposto esquema de fraudes financeiras envolvendo o Banco Digimais. Entre as medidas autorizadas pela Justiça está a quebra dos sigilos bancário e fiscal do bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus.
Além de Macedo, outras 17 pessoas também tiveram os sigilos autorizados para acesso pelos investigadores. A operação ainda cumpriu mandados de busca e apreensão contra nove investigados no estado de São Paulo. De acordo com a Polícia Federal, o religioso não foi alvo das buscas por residir fora do país.
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Segundo as investigações, os envolvidos teriam alterado informações contábeis e registros encaminhados aos órgãos reguladores para esconder a situação financeira real da instituição bancária. A suspeita é de que as ações tinham como objetivo apresentar uma condição financeira diferente da realidade, permitindo a realização de operações consideradas irregulares.
A decisão judicial também determinou o bloqueio e o sequestro de bens de Edir Macedo e dos demais investigados alvos das buscas. Conforme informado pela PF, o valor total ultrapassa R$ 670 milhões, montante que, segundo a investigação, corresponderia ao patrimônio obtido por meio das supostas irregularidades.
Os investigados poderão responder pelos crimes de gestão fraudulenta, inserção de informações falsas em demonstrativos contábeis e realização de operações de crédito em desacordo com a legislação, informou a Polícia Federal.