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Professora Bebel defende nova UBS e critica cortes

Por Da Redação |
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A deputada estadual Professora Bebel falou ao Jornal de Piracicaba sobre temas que devem dominar o debate político e administrativo na região nos próximos meses. Entre os assuntos abordados estão as obras da nova UBS Porte 5 na região do bairro Pompéia, os impactos das mudanças nos repasses municipais para hospitais como a Santa Casa e o Hospital dos Fornecedores de Cana, a mobilização contra a instalação de pedágios na SP-304 e os embates envolvendo a educação pública no Estado de São Paulo. A parlamentar também comentou o cenário político estadual e nacional de olho nas eleições de 2026 e defendeu o papel da oposição na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).

Deputada, as obras da nova UBS porte  5 estão em andamento. Como deve ser o funcionamento dessa unidade e quais os impactos que ela deve causar na vida da população?  O governo do presidente Lula, através do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, atendeu uma solicitação nossa e liberou mais de R$ 5,2 milhões para que a Prefeitura de Piracicaba construa uma UBS, porte 5, na região do bairro Pompéia, bem ao lado da igreja do bairro. Realmente, as obras já iniciaram e a expectativa é muito grande, uma vez que esta UBS, com mais de mil metros quadrados, terá capacidade para atender a população de pelo menos 15 bairros daquela região da cidade, com diversas equipes de médicos, enfermeiros e outros profissionais, que garantirão uma melhoria significativa no atendimento da população. No entanto, estamos atentos para que ao entrar em funcionamento esta nova UBS a Prefeitura não venha a desativar as unidades já existentes, o que, certamente, prejudicará o atendimento da população. A construção desta nova UBS é para ampliar e melhorar todo atendimento. É para isso que o governo Lula está investindo na cidade.

Ainda na área da saúde, como a senhora avalia a decisão da prefeitura de alterar o formato dos repasses municipais para hospitais como Santa Casa e HFC?  Essa diminuição dos recursos vai gerar um impacto direto nas contas dos hospitais, como já manifestaram publicamente. A Santa Casa alega que isso representa uma perda de R$ 19,2 milhões, enquanto que o HFC projeta que seu déficit anual pode chegar a R$ 27 milhões no ano. Certamente, isso vai significar redução tanto no número de cirurgias como de internações que hoje a Santa Casa e o Hospital dos Fornecedores realizam e a população que será prejudicada. Como deputada estadual, tenho destinado recursos, através de emendas parlamentares para os dois hospitais, justamente para melhorar atendimento da população assistida pelo SUS, assim como o governo federal do presidente Lula tem feito os repasses ao município, que é quem faz a gestão. Entendo que a administração municipal precisa olhar com carinho toda esta situação, para não penalizar a população.

A mobilização da população levou o governador Tarcísio de Freitas a desistir de privatizar a SP-304 (Rodovia Luiz de Queiroz). Quais os impactos que a privatização desta rodovia iria causar? Sim, foi graças a um grande movimento regional, que lideramos, que realmente forçou o governador do Estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas, a desistir de colocar 5 praças de pedágios na região, pelo sistema Free Flow, sendo 3 na SP-304, que liga Piracicaba a Americana, e mais 2 na Estrada Velha de Tupi, que penalizaria a todos. A nossa luta foi porque esses pedágios iriam encarecer o custo de vida da população, especialmente os trabalhadores e estudantes que se deslocam diariamente para Santa Bárbara D`Oeste, Americana, Sumaré, Campinas e São Paulo, assim como deixaria os produtos que circulam pela rodovia mais caro. Isso porque o custo do pedágio, que seria inicialmente de R$ 8,09, certamente, seria embutido no preço dos alimentos, por exemplo, e causaria um custo mensal de R$ 355,96 para estudantes e trabalhadores que transitam pela rodovia. Isso mostra que lutar vale à pena.

Neste ano, uma grande luta na área da educação foi contra a reforma administrativa da Educação proposta pelo governador Tarcísio de Freitas. Em abril, o governo alterou o projeto de lei que trata do assunto. As alterações atendem as demandas dos professores? Houve avanços nessa questão?  Este projeto é uma excrescência, não deveria existir. Em primeiro lugar, não se alteram leis complementares por meio de projeto de lei. Seria necessário um projeto de lei complementar, cujo quórum para aprovação é mais alto. O governo tenta assim driblar o regimento da ALESP. Em segundo lugar, o governo tenta institucionalizar diversos ataques fez contra os direitos dos profissionais da educação. O projeto e tão ruim, que enfrenta resistências na base de apoio de Tarcísio entre os deputados estaduais. Com a nossa mobilização, o governo mexeu em pontos importantes, permitindo a reposição de faltas e tirando o caráter punitivo da avaliação de desempenho, colocando em seu lugar cursos de formação para professores que forem mal avaliados. Ainda assim, o projeto e ruim e desnecessário.

Na Comissão de Educação e Cultura da Alesp, quais são as prioridades neste momento? - A Comissão de Educação e Cultura da ALESP, que presido, tem concentrado suas discussões em pautas relacionadas à defesa da educação pública, inclusão escolar, valorização dos profissionais da educação, combate à violência nas escolas e fortalecimento das políticas culturais, entre eles inclusão e educação especial, combate ao fechamento de classes, sobretudo no noturno, segurança no ambiente escolar; valorização dos professores; preservação do patrimônio cultural e incentivo à cultura popular, além de sua função natural, que é a fiscalização das ações da Secretaria Estadual da Educação.

Estamos entrando em um período pré-eleitoral e de forte polarização política no país. Como a senhora avalia o ambiente político atual e qual deve ser o papel da oposição na Assembleia Legislativa? O papel da oposição continuará sendo o de trabalhar pelos direitos e necessidades do povo paulista. Lamentavelmente, tem chegado à Casa projetos do governador Tarcísio de Freitas extremamente prejudiciais à população e alguns desses projetos, aprovados pela maioria governista, já provocaram danos. Talvez o mais expressivo deles tenha sido o da privatização da SABESP, aprovado sob extrema violência da Polícia Militar dentro da ALESP. E o resultado aí está: altas tarifas, péssimo serviço, acidentes com mortes. O corte de R$ 11 bilhões em verbas da educação, sob o pretexto de melhorar a saúde, foi outro engodo. Privatizações e extinções de órgãos públicos, como a da FURP – Fundação para o Remédio Popular, são inaceitáveis, sem falar na privatização de escolas e a criação de escolas cívico militares, também com julgamento suspenso no STF. Nossos projetos são a favor do povo e nas raras ocasiões em o governo enviou projetos positivos, votamos a favor, como foi o recente aumento do salário mínimo, que inclusive queríamos que fosse maior.

Sobre as eleições 2026. Qual avaliação a senhora faz na disputa pelo governo do Estado e pela presidência da República? Estou muito otimista. Mais do que uma disputa eleitoral, impedir a volta da extrema direita ao Palácio do Planalto e mudar os rumos do estado de São Paulo, é uma necessidade e um gesto de amor pelo nosso povo. Não podemos retroceder nas políticas sociais, na implementação de medidas importantes, como será o Sistema Nacional de Educação e o Sistema Estadual de Educação, o novo Plano Nacional de Educação e muitas outras. A batalha está sendo duríssima, mas creio que iremos vencer porque as propostas do presidente Lula garantem a continuidade do desenvolvimento do nosso país com mais qualidade de vida à população brasileira, enquanto que em São Paulo vamos mostrar que, com o professor Fernando Haddad, será possível garantir educação e saúde com muito mais qualidade, assim como é possível assegurar segurança à população, uma preocupação de todos nós, sem as mortes de inocentes. Precisamos garantir que São Paulo volte a se desenvolver e a população seja a maior beneficiada.

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