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Idosa de 110 anos vai à Justiça após ter aposentadoria suspensa

Por Da redação - JP1 |
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
Aos 110 anos, idosa teve aposentadoria suspensa após exigência presencial para comprovação de vida no INSS.
Aos 110 anos, idosa teve aposentadoria suspensa após exigência presencial para comprovação de vida no INSS.

Aos 110 anos, Luzia Silvana da Silva precisou enfrentar uma batalha judicial para voltar a receber sua aposentadoria após o benefício ser suspenso por falta de comprovação de vida presencial. Moradora de Brazlândia desde 1977, a idosa teve o pagamento interrompido em fevereiro depois que a instituição bancária responsável passou a exigir sua presença física para validação cadastral.

Sem condições de locomoção, com dificuldades auditivas e visão reduzida, Luzia depende integralmente das quatro filhas para resolver questões do dia a dia. Diante da situação, a família procurou a Defensoria Pública, que ingressou com um pedido de curatela provisória.

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Decisão rápida garantiu acesso ao benefício

Em apenas duas semanas, a Justiça autorizou que Madalena, filha mais nova de Luzia, assumisse oficialmente a representação legal da mãe. A medida permite que ela movimente a aposentadoria, acesse serviços bancários e tome decisões administrativas sem a necessidade de levar a idosa presencialmente aos atendimentos.

Segundo a Defensoria Pública, laudos médicos anexados ao processo comprovaram que Luzia já não possui condições de manifestar sua vontade de forma autônoma, o que justificou o pedido judicial.

Caso reacende debate sobre burocracia

O caso também chamou atenção para as dificuldades enfrentadas por idosos em situação de fragilidade física diante de exigências presenciais em bancos e órgãos públicos. A Defensoria argumentou que a ação não busca retirar direitos da idosa, mas garantir dignidade e segurança durante esta fase da vida.

Ainda de acordo com o órgão, procedimentos como a interdição parcial e a curatela são comuns em situações nas quais a capacidade de comunicação e entendimento está comprometida.

O processo segue em andamento e a família agora aguarda a decisão definitiva da Justiça sobre a concessão da curatela permanente para Madalena.

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