OPERAÇÃO ESTIAGEM

Sanasa descarta crise hídrica com início da estiagem em Campinas

Por Flávio Paradella | Especial para a Sampi Campinas
| Tempo de leitura: 3 min
Divulgação/PMC
Comitê discutiu ações contra queimadas, monitoramento ambiental, apoio da CPFL e estrutura para o período seco.
Comitê discutiu ações contra queimadas, monitoramento ambiental, apoio da CPFL e estrutura para o período seco.

O Comitê Gestor da Operação Estiagem 2026 se reuniu nesta terça-feira, 12 de maio, em Campinas, para alinhar medidas de prevenção e resposta a ocorrências típicas do período seco, como queimadas, baixa umidade do ar, altas temperaturas e impactos no fornecimento de energia.

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O encontro foi realizado na Sala de Resiliência a Desastres da Prefeitura e coordenado pelo Departamento de Defesa Civil. Participaram representantes de órgãos municipais, da CPFL Paulista e de empresas públicas.

A operação foi instituída por decreto e será realizada entre maio e setembro. A reunião tratou de ações de monitoramento, integração regional, uso de novas tecnologias e protocolos de resposta para reduzir riscos durante os meses de estiagem.

Um dos pontos centrais foi o plano de contingência da CPFL Paulista. A concessionária apresentou medidas para minimizar os impactos de queimadas e falhas no fornecimento de energia, incluindo monitoramento de focos de incêndio, acionamento rápido de equipes, contratos com geradores e uso de subestações e transformadores móveis em situações emergenciais.

A empresa também destacou a existência de um canal direto de atendimento com o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil, voltado a agilizar respostas em ocorrências críticas. A prioridade é restabelecer rapidamente serviços essenciais, como hospitais, unidades de saúde e sistemas de abastecimento de água.

Outro ponto apresentado foi o projeto de arborização preventiva, realizado em parceria com a Prefeitura, para reduzir interferências da vegetação na rede elétrica.

A Secretaria do Clima, Meio Ambiente e Sustentabilidade também apresentou ações para tornar mais rápido o atendimento a denúncias de queimadas. A proposta é melhorar o fluxo das ocorrências registradas pelo 156 e encaminhadas à fiscalização.

Segundo a coordenadora de fiscalização da pasta, Heloísa Fagundes, Campinas conta com câmeras instaladas em Áreas de Proteção Ambiental e em passagens de fauna, usadas para monitoramento de animais silvestres e acompanhamento das áreas ambientais.

O diretor da Defesa Civil de Campinas, Sidnei Furtado, afirmou que todas as ocorrências de queimadas registradas no município são notificadas e vistoriadas pelas equipes. Ele também destacou convênios com cidades vizinhas para ampliar a resposta regional a incêndios em vegetação.

“Estamos ampliando a integração regional e investindo em tecnologia para tornar a resposta mais rápida e eficiente. Toda ocorrência é acompanhada e monitorada pelas equipes”, afirmou.

A Defesa Civil também prevê a instalação de novas estações meteorológicas e reforçou a atenção aos meses de transição entre estações, como maio, junho, setembro e novembro.

“O foco da operação está nas altas temperaturas e na imprevisibilidade climática. Esses períodos de transição exigem atenção redobrada porque aumentam os riscos de queimadas e eventos extremos”, disse Furtado.

A reunião também tratou da infraestrutura de apoio ao combate a incêndios, incluindo a implantação de reservatórios estratégicos para reabastecimento de viaturas em áreas mais afastadas.

Representante da Sanasa no comitê, Luis Filipe Rodrigues afirmou que o cenário hídrico, neste momento, é considerado estável. “As chuvas seguem dentro da média esperada e, neste momento, não há previsão de impactos significativos nos reservatórios”, explicou.

Também foram discutidos o uso de drones com câmeras térmicas, integração de câmeras de monitoramento, ampliação da rede meteorológica e protocolos conjuntos entre prefeituras da região para atuação em incêndios florestais.

Comentários

1 Comentários

  • Sel 2 dias atrás
    E quando a Sanasa vai parar de injetar AR nas nossas tubulações? Estamos pagando muito caro por mais AR do que ÁGUA.