RECONHECIMENTO

Ex-aluna da Esalq entre as 100 pessoas mais influentes do mundo

Por Da Redação |
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Divulgação
Engenheira Mariangela Hungria formou-se na Esalq
Engenheira Mariangela Hungria formou-se na Esalq

A engenheira agrônoma e pesquisadora da Embrapa, Mariangela Hungria, formada pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP), foi incluída na lista TIME100 2026, que reúne as 100 pessoas mais influentes do mundo. O reconhecimento internacional destaca a trajetória da cientista, que se tornou uma das principais referências globais em insumos biológicos para a agricultura.

Divulgada nesta semana, a lista da revista Time coloca Mariangela na categoria “Pioneiros”, dedicada a personalidades que promovem transformações relevantes em suas áreas de atuação. Com formação iniciada na Esalq, em Piracicaba, a pesquisadora construiu uma carreira marcada por inovação científica e impacto direto na produção agrícola.

Ao comentar a inclusão, Mariangela ressaltou a dimensão do reconhecimento. “Estamos falando de um reconhecimento das pessoas mais influentes do mundo”, afirmou. Segundo ela, a conquista ainda parece difícil de acreditar e representa também a valorização da ciência brasileira no cenário internacional.

“É um grande orgulho para a pesquisa brasileira, principalmente por um tema tão relevante: o uso de biológicos substituindo produtos químicos”, explicou.

A pesquisadora destacou que o reconhecimento vai além de sua trajetória individual e reflete o trabalho desenvolvido ao longo de décadas na Embrapa, especialmente no avanço de tecnologias voltadas à sustentabilidade no campo.
“Isso mostra que o mundo considera importante produzir alimentos que promovam a saúde do solo e das pessoas, com menos resíduos químicos, dentro do conceito de saúde única”, disse.

Mariangela também avalia que a visibilidade internacional pode reforçar o protagonismo do Brasil na área. “Além da alegria pelo reconhecimento, isso ajuda a divulgar essa bandeira dos biológicos, na qual o Brasil já é líder mundial — e pode se tornar ainda mais”, concluiu.

Formada em Engenharia Agronômica pela Esalq em 1979, com mestrado na mesma instituição, Mariangela Hungria construiu uma sólida carreira acadêmica e científica, com doutorado em Ciência do Solo pela UFRRJ e pós-doutorados nos Estados Unidos e na Espanha. Desde 1982 na Embrapa — atualmente na unidade de Soja, em Londrina (PR) —, a pesquisadora acumula mais de 500 publicações científicas e participação no desenvolvimento de dezenas de tecnologias aplicadas à agricultura.

Seu trabalho é reconhecido mundialmente, especialmente pelo desenvolvimento de soluções baseadas em microrganismos que permitem reduzir o uso de fertilizantes químicos, aumentar a produtividade e diminuir impactos ambientais. As tecnologias desenvolvidas por sua equipe já são utilizadas em milhões de hectares no Brasil.
Ao longo da carreira, Mariangela recebeu mais de 50 prêmios e honrarias, incluindo o World Food Prize 2025, considerado o “Nobel da Agricultura”, além de integrar academias científicas no Brasil e no exterior.

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