SANTA BRANCA

Homem é acusado de atacar companheiro no Vale com facada no tórax

Por Jesse Nascimento | Santa Branca
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
Polícia Civil investiga o caso
Polícia Civil investiga o caso

Um homem foi acusado de atacar o companheiro com uma facada no tórax, na cidade de Santa Branca, no Vale do Paraíba. Com 31 anos, o suspeito foi levado em flagrante à delegacia na madrugada desta quinta-feira (9).

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Segundo a polícia, ele atacou o companheiro, um homem de 64 anos, com socos, chutes e uma facada na região do tórax depois de um desentendimento doméstico em uma casa de área rural do município.

De acordo com o boletim, policiais militares foram acionados via Copom (Centro de Operações da Polícia Militar) para atender uma ocorrência inicialmente descrita como agressão grave.

Ao chegarem ao endereço, encontraram a vítima fora da residência, abrigada em um imóvel vizinho. Segundo o registro, o idoso conseguiu fugir para preservar a própria integridade e pedir socorro.

Agressor foi encontrado assistindo TV

O documento relata que o agressor permaneceu dentro da casa logo após o ataque. Os policiais o localizaram deitado, assistindo televisão, em aparente estado de embriaguez, com agitação, odor etílico e olhos avermelhados. A faca apontada como instrumento do crime foi encontrada no quarto do casal, escondida sob um tapete.

O boletim também descreve que a vítima apresentava perfuração no tórax, abaixo da clavícula esquerda, além de dores e lesões em outras partes do corpo, especialmente perna e cabeça. Por causa da gravidade, o homem foi atendido na Santa Casa de Santa Branca e depois transferido para a Santa Casa de Jacareí.

O delegado plantonista enquadrou a ocorrência como homicídio tentado. A justificativa se apoia no uso de arma branca contra região vital do corpo, depois de uma sequência de agressões físicas anteriores.

Ataque violento

A autoridade policial ressaltou que a facada atingiu área próxima a estruturas vasculares e órgãos essenciais à preservação da vida. Por isso, afastou, nesta fase inicial, a hipótese de simples lesão corporal e sustentou que o contexto é compatível com dolo de matar, ao menos em modalidade eventual.

O flagrante foi mantido, e a autoridade policial deixou de arbitrar fiança. O boletim informa que o delegado representou pela conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva, com base na gravidade concreta do caso, no risco de reiteração de violência e na necessidade de proteção da vítima.

O documento ainda menciona antecedentes do indiciado por ameaça e injúria, ainda que sem efeito automático de reincidência. Mesmo assim, esse histórico foi tratado como dado relevante para avaliar a periculosidade concreta e o risco de repetição de condutas agressivas.

O caso agora segue para o Judiciário com pedido de manutenção da custódia e com determinação de juntada de laudos, prontuários médicos e exame de corpo de delito da vítima. A faca apreendida também deve passar por perícia própria.

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