FERNANDO MARCHIORI

‘O XV é um clube apaixonante; a cidade vive a instituição’

Por Erivan Monteiro |
| Tempo de leitura: 6 min
Mariana Kasten/XV

Com menos de dois meses no cargo de técnico do XV de Piracicaba, Fernando Marchiori, de 46 anos, tem planos ambiciosos com o Alvinegro.

Após fazer história com o vizinho Primavera, onde conquistou as inéditas vagas na Série A1 do Paulista e na Copa do Brasil deste ano, o treinador busca agora o mesmo trabalho de excelência no Nhô Quim.

Marchiori está finalizando a montagem da equipe que estreia na Série D do Brasileirão - no próximo dia 4, às 18h, no estádio Barão da Serra Negra, diante do Nova Iguaçu-RJ – em meio à etapa decisiva da segunda fase do Paulista da SérieA2.

Confiante em seu trabalho, o treinador do Alvinegro sonha com títulos ao final das competições. “Pouco a pouco, as coisas vão acontecendo e acho que o melhor que se tem a fazer é ficar quieto, trabalhar, assimilar as críticas e os elogios da mesma maneira e seguirmos firmes”, declara.

Marchiori é um ex-atleta, mas foi como treinador que ficou mais conhecido no mundo do futebol. Passou por vários clubes na carreira, como Cuiabá, Maringá, Portuguesa, Sampaio Correia, Náutico, ABC-RN, Santo André e Primavera, este último com muito destaque – foi, com o time de Indaiatuba, o melhor técnico da A2 de 2025, no acesso à A1.

Agora, no comando XV de Novembro, ele sonha seguir sua trajetória de bons resultados no esporte. “Todo muito está imbuído e trabalhando bastante para que consigamos os nossos objetivos”, garante. Veja, abaixo, os principais trechos da entrevista concedida ao Persona, do Jornal de Piracicaba.

Já está ambientado ao XV? O que poderia destacar de positivo no clube?

Pouco a pouco, a gente vai conhecendo. Chegamos cedo, saímos tarde, vamos conhecendo o clube e identificando o que precisa ser melhorado. Pouco a pouco, vamos identificando para depois, após as competições, fazermos um diagnóstico claro e fidedigno do que precisa ser evoluído na estrutura, no que tem de positivo para o crescimento do clube.

O XV é conhecido por ter uma torcida vibrante e participativa. Já se acostumou com as críticas e elogios dos adeptos e da imprensa?

O XV é conhecido sim, pois é um grande time, uma cidade muito boa, um clube apaixonante, onde a cidade vive realmente a instituição. Então isso é maravilhoso e é um privilégio muito grande. E obviamente, se tem as críticas e os elogios quando se tem os bons resultados, mas não deixamos nos levar por isso. Chegamos aqui, não tivemos participação na montagem da equipe, na preparação da equipe na pré-temporada. Chegamos num momento difícil, a equipe tinha apenas seis pontos, e conseguimos classificar para a segunda fase. A equipe vem evoluindo, tivemos algumas trocas no setor defensivo, porque tivemos e temos muitas lesões. Mas, pouco a pouco, as coisas vão acontecendo e acho que o melhor que se tem a fazer é ficar quieto, trabalhar, assimilar as críticas e os elogios da mesma maneira e seguirmos firmes.

Você vem de ótimos trabalhos em clubes anteriores. O que te fez dizer sim ao Alvinegro?

A gente vem, graças a Deus, de muitos bons trabalhos... com o Primavera, em um acesso inédito, vaga para a Copa do Brasil inédita... aquela cidade pôde nos abraçar e o retorno foi muito grande. Conseguimos colocar processos dentro do clube, muitas coisas fizemos por lá. Mas também nos outros clubes. No ABC-RN, conseguimos ir para três finais, semifinais de Copa do Nordeste; já tivemos acesso da A2 com o Santo André; na Portuguesa, conseguimos fazê-la ressurgir... então, pouco a pouco, as coisas vão acontecendo e tem tudo para, aqui no XV, para conseguirmos isso.

Após quase ficar fora da segunda fase, o XV agora foca para chegar às semi e seguir em busca do acesso. Acredita que dá para o time voltar à elite do futebol paulista após mais de 10 anos?

Foi um momento de oscilação. Aquilo que eu falei no início: nós não montamos a equipe, não tivemos participação nenhuma nisso, não tivemos participação em pré-temporada, então dentro do que a gente pegou, teve um processo de oscilação até os atletas irem entendendo a nossa filosofia, o nosso ritmo de trabalho, como a gente gosta e acabou dando tudo certo, classificamos e hoje estamos aí na briga nessa segunda fase.

A Série D também já está próxima, começa no dia 4 de abril. Como você avalia o grupo do XV?

A Série D está aí em paralelo e obviamente a gente precisa melhorar muito o elenco numericamente porque você vai estar disputando duas competições. E com fases muito importantes. Essa fase da Série A2 vai culminar com o início da Série D. Então, a gente precisa de elenco. E o grupo do XV (o Grupo A14 da Série D) é muito forte. Todos eles estavam, menos o XV, vem da Série A1 de seus campeonatos. Você pega aqui, em São Paulo, Noroeste e Velo, participaram da Série A1; aí você tem Sampaio Correia, Nova Iguaçu e Maricá também, então é um grupo duríssimo, dificílimo, onde temos de brigar por uma das quatro vagas para classificarmos. E hoje sobem seis e não mais quatro, mas também aumentou consideravelmente o número de participantes para noventa a poucas equipes (96 no total). Então é um campeonato duríssimo. Temos de ir pensando jogo a jogo, mas o principal agora antes disso é pensarmos no nosso próximo adversário na Série A2.

Analisando o seu atual grupo, quantas contratações ainda precisam ser feitas visando ao Brasileiro?

Não dá para a gente mencionar quantas contratações precisam ou não precisam ser feitas. Acho que estamos tendo muitas lesões, então, através disso tem fugido algumas coisas. O clube está em processo com os parceiros da SAF (Sociedade Anônima do Futebol) de dar certo ou não; e também tem a parte financeira que entra na situação... então, o que está podendo ser feito a diretoria está fazendo para dar esse respaldo para termos sempre a equipe em um processo de evolução.

Uma mensagem final para o torcedor quinzista, por favor. O que ele pode esperar desse time e da comissão técnica?

A gente agradece sempre o apoio do nosso torcedor. Temos de entender que desde a nossa chegada, até antes, o clube tinha uma vitória; já conseguimos cinco vitórias até o atual momento, a equipe vem em evolução. Agora que conseguimos fazer algumas contratações para reforçar o elenco vencedor que aqui já estava. Então é isso, se trabalharmos juntos e com eles, com o apoio deles, o XV se torna mais forte. A comissão técnica vem trabalhando incessantemente. O pessoal que aqui estava com meus auxiliares, Carlinhos, Carlão, que são meus fiéis escudeiros que comigo chegaram. Aqui encontramos o Ricardo Chuva, o Leo Tabai, o Cris, preparador de goleiros... está todo muito imbuído e trabalhando bastante para que consigamos os nossos objetivos para a instituição.

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