TRAGÉDIA

Dor e mistério cercam caso de crianças achadas mortas em carro

Por Da redação/Pira1 |
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A Polícia Civil investiga o assassinato dos dois primos de 4 e 6 anos.
A Polícia Civil investiga o assassinato dos dois primos de 4 e 6 anos.

 A comunidade Vila Sônia, um lugar alegre, foi tomado por um silêncio inquietante na Praia Grande, no litoral paulista. Entre casas simples e vizinhos acostumados à rotina familiar, o encontro de duas crianças mortas febre de uma carro na madrugada desta segunda-feira (23), deixou marcas profundas e perguntas sem resposta.

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Henry Miguel, de apenas 4 anos, e Pedro Henrique, de 6, desapareceram no domingo (22) em questão de minutos. Os dois primos brincavam do lado de fora da casa da avó quando, de forma repentina, sumiram sem deixar rastros. A mulher contou que havia entrado por um breve instante para beber água — tempo suficiente para que o cenário mudasse completamente ao retornar.

A busca começou de forma desesperada. Familiares e moradores percorreram ruas, chamaram pelos nomes das crianças e tentaram reconstruir os últimos passos dos meninos. Imagens de câmeras da região mostraram os dois caminhando por uma rua próxima, como se seguissem um caminho já conhecido — ou talvez guiados por algo ainda indefinido.

O desfecho, porém, trouxe mais angústia do que respostas, na madrugada desta. segunda-feira.

Os corpos foram encontrados dentro de um carro estacionado nas proximidades. Quem os localizou foi um adolescente da região, surpreendido por uma cena difícil de esquecer. O veículo, segundo os proprietários, tinha uma falha: uma das janelas traseiras podia ser aberta com facilidade, mesmo fechada.

A perícia apontou sinais distintos e perturbadores. O menino mais velho apresentava ferimentos na cabeça. Já o mais novo foi encontrado com espuma na boca, um detalhe que ampliou ainda mais o mistério sobre o que realmente aconteceu ali dentro.

Após o caso ser registrado pela polícia como homicídio,   cresceu um sentimento desconfortável entre os moradores. Muitos acreditam que o responsável não veio de longe — e que pode estar mais próximo do que se imagina, mas a polícia não confirma e investiga minuciosamente todos os detalhes com profissionalismo e responsabilidade, não descartando também um acidente.

  A desconfiança silenciosa agora percorre as mesmas ruas onde, até pouco tempo atrás, só se ouvia o som de brincadeiras infantis.

Equipes de peritos trabalharam intensamente no local, e a funerária encaminhou o corpo ao Instituto Médico Legal (IML).

Um boletim foi registrado e várias pessoas estão sendo ouvidas.

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